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February 6, 2007

O Consumo de café e os hábitos sociais dos portuenses

Filed under: I M P

1 - Introdução e importância do Tema 

O tema abordado no nosso estudo foi o consumo de café e os hábitos sociais portuenses.

No âmbito da disciplina de I.M.P., foi proposta realização de um trabalho de investigação em grupo, cujo tema estivesse subordinado ao tema global “O mercado do café” em estudo, neste ano lectivo, no IPAM.

Na pesquisa preliminar que efectuamos a respeito deste tema, constatamos que apesar de Portugal ter sido país colonizador de grandes produtores de café – tais como o Brasil, Guiné e Timor – o consumo interno de café esteve sempre muito mais ligado a hábitos sociais do que aos hábitos alimentares da dieta portuguesa.

Na verdade, durante muitas décadas, o hábito de “tomar café” esteve associado ao convívio, à troca de ideias, à crítica, à partilha de confidências e opiniões acerca do que se ia passando no mundo, estando confinado quase exclusivamente a locais públicos tais como os, vulgarmente designados, “Cafés”. Eram muito raras, e quase sempre de classes sociais mais abastadas, as famílias que preparavam e bebiam café em casa. Por outro lado, o consumo – nos “Cafés” – era característico quase exclusivamente dos grandes centros urbanos.     

 Apesar de actualmente, muitas famílias possuírem máquinas e outros utensílios para a preparação de café em casa e de este ser consumido, indistintamente, em meios rurais e urbanos, um aspecto continua a diferenciar o mercado português dos restantes: O consumo de café fora de casa (em cafés, restaurantes, centros comerciais, etc.) representa aproximadamente 80% do consumo total de café (Diário de Noticias, secção de negócios, de 24/10/2005).

Pese embora fosse deveras interessante poder estudar de que forma o consumo do café se relaciona com os hábitos sociais dos portugueses em geral, é manifestamente impossível por falta de tempo ter como objecto de estudo a população portuguesa (ainda que, obviamente, representada por amostra). Por este motivo, restringimos o nosso estudo apenas à população da área do grande Porto.  

Tendo presente estas realidades, o nosso grupo propõe-se elaborar um trabalho de investigação que relacione o consumo de café com os hábitos sociais dos portuenses.

 

2 - Calendarização/Cronograma 

Para a realização deste trabalho e de acordo com plano curricular definido para a cadeira de Investigação e Métodos de Pesquisa, as diferentes etapas para a estruturação deste trabalho foram as seguintes;

1ª Etapa

 Potencialidades da investigação e campos de actuação.

Data de entrega: 24/10/2006

 2ª Etapa

Escolha do tema; modelos de análise.

Metodologia da pesquisa; definição do problema; planeamento do trabalho.

Data de entrega: 07/11/2006

 3ª Etapa

Recolha de dados; análise, interpretação e apresentação de dados.

Realização de um inquérito

Data de entrega: 28/11/2006

 4ª Etapa

Introdução dos dados recolhidos, na etapa anterior, numa base de dados, SPSS

Data de entrega: 05/12/2006

 5ª Etapa

 Apresentação de relatório escrito sobre o tema abordado.

Data de entrega: 30/01/2007

3 - Estrutura sintética do trabalho 

Na PARTE I do trabalho fazemos uma abordagem à história do café na cidade do Porto e à forma como sempre esteve interligada aos hábitos sociais desta cidade. Nesta abordagem são enunciados os principais locais que desde sempre privilegiaram o consumo de café e a sua vertente cultural. Como exemplo destes espaços temos o “Café Magestic”, o “O Piolho” e “A Brasileira”.

Na PARTE II, Capitulo 1, são enunciados os objectivos do trabalho bem como o método de estudo aplicado, metodologia e a estrutura do questionário, que se encontra em anexo.

            Como objectivo deste estudo definimos o consumo do café e os hábitos sociais dos portuenses. Preocupamo-nos em perceber de que forma estes dois factores se relacionam entre si.

            A metodologia usada foi a aplicação de um questionário relativo ao tema e a análise de dados bibliográficos existentes e relacionados com este tema.

            Relativamente ao questionário e de forma a melhor realizarmos o estudo a que nos propusemos, dividimos o questionário nos seguintes pontos;

- Elemento Identificativos

Identificação do inquirido.

- Locais privilegiados para o consumo de café

Neste ponto tentamos perceber, quais os locais preferidos pelos portuenses para o consumo de café.

- Hábitos de consumo de café

Com estas questões foi-nos possível compreender os hábitos de consumo.

Deslocação com o intuito de consumir café

Com este grupo de questões foi-nos possível entender porque o fazem e quantas vezes, em média, os portuenses se deslocam para tomar café.

- Tempo gasto no consumo de café

Com a análise a este grupo, percebemos quanto tempo as pessoas despendem para tomar café e quais os locais onde demoram mais tempo para efectuar o consumo do mesmo.

- Perguntas de carácter geral

Com estas perguntas, foi-nos possível apurar a marca favorita de cafés e os motivos que levam os portuenses que não tomam café a deslocarem-se de igual forma aos locais criados especialmente para o seu efeito.

Na PARTE II, Capitulo 2, após o tratamento dos dados recolhidos, no programa SPSS, fizemos a sua análise.

4.     PARTE I

4.1.    O consumo de café e os hábitos sociais dos portuenses

            Portugal foi país colonizador de grandes produtores de café – tais como o Brasil, Guiné e Timor – o consumo interno de café esteve sempre muito mais ligado a hábitos sociais do que aos hábitos alimentares da dieta portuguesa.

Na verdade, durante muitas décadas, o hábito de “tomar café” esteve associado ao convívio, à troca de ideias, à crítica, à partilha de confidências e opiniões acerca do que se ia passando no mundo, estando confinado quase exclusivamente a locais públicos tais como os, vulgarmente designados, “Cafés”. Eram muito raras, e quase sempre de classes sociais mais abastadas, as famílias que preparavam e bebiam café em casa. Por outro lado, o consumo – nos “Cafés” – era característico quase exclusivamente dos grandes centros urbanos.

Apesar de actualmente, muitas famílias possuírem máquinas e outros utensílios para a preparação de café em casa e de este ser consumido, indistintamente, em meios rurais e urbanos, um aspecto continua a diferenciar o mercado português dos restantes: O consumo de café fora de casa (em cafés, restaurantes, centros comerciais, etc.) representa aproximadamente 80% do consumo total de café (Diário de Noticias, secção de negócios, de 24/10/2005).

Sabemos que os portugueses têm por hábito transformar todo o tipo de encontros num encontro para tomar café.

Quando querem conhecer alguém melhor, quando querem falar de trabalho, quando querem desabafar com um amigo, ou, encontrar um amigo que já não vêm há muito tempo o convite é sempre o mesmo:

- Vamos tomar um café?

Neste estudo vamos falar de todos estes hábitos sociais e do consumo de café entre os portuenses.

 A importância que os cafés assumiram em finais do Século XIX, está intrinsecamente ligada às reuniões políticas e aos saraus que aí se desenvolveram. A estes ficou também associada grande parte da actividade artística e intelectual própria da época.

 

 Na cidade do Porto podemos encontrar vários sítios emblemáticos que surgiram com o consumo de café.

 

Café Magestic

 O café Majestic situado na rua de Santa Catarina, está ligado à história do Porto dos anos vinte e à tradição dos encontros nos cafés, onde políticos, escritores e intelectuais se reuniam com tempo para o debate de ideias. O luxuoso Majestic abriu as portas em 17 de Dezembro de 1921 com o nome de Elite, mas logo no ano seguinte seria rebaptizado de Majestic, nome que conservou até hoje. Foi seu arquitecto João Queirós, que criou uma requintada atmosfera de café chic, ao gosto parisiense da época. Verdadeiro exemplo de café tertúlia, nele se reunia a intelectualidade portuguesa e tantas outras personalidades que contribuíram para o prestígio de Portugal.

 

  Café O Piolho

Era no café Piolho que os oponentes ao fascismo se reuniam, café onde se discutiam ideias e realizavam tertúlias nas noites do Porto. Local associado aos estudantes universitários, tem como característica fundamental a clientela diversificada e o ambiente informal: ao lado do professor pode estar um aluno, junto ao advogado ou arquitecto o desempregado, a freira que aparece à tarde apanha com o fumo do cigarro do "mitra".

 

Café A Brasileira

Fundado no ano de 1905, este estabelecimento apenas vendia café moído, contudo em 1908 é redecorado com o estilo Renascença, sendo acrescentado ao mobiliário da casa mesas e cadeiras.

O seu fundador foi Cândido Alves, um dos sócios de A Brasileira do Porto, que resolveu abrir uma filial em Lisboa para pôr em pratica suas ideias que um dos outros sócios, Adriano Telles, não aprovava. Uma dessas ideias era distribuir gratuitamente o Jornal A Brasileira, o que acabou por se concretizar em Lisboa.

O sucesso deste botequim residia no facto do café ser puro e moído à frente do cliente para que este tivesse a certeza da sua qualidade. Não era por acaso que o slogan do estabelecimento era: “O melhor café é o da Brasileira”. Entre os seus frequentadores habituais destaca-se Fernando Pessoa. Outros dois clientes da A Brasileira eram Aquilino Ribeiro e Alfredo Pimenta, que muito frequentemente se envolviam em rixas.

Sendo dos poucos cafés históricos que sobreviveu até aos nossos dias, A Brasileira continua aberta revelando-nos a glória de outros tempos.

Estes e muitos outros cafés contam a história dos portuenses, assim como, a história de uma sociedade.

Actualmente podemos observar a existência de cyber cafés, bares temáticos e cafés de todos os tipos e em todos os locais, o café continua a adaptar-se às diferentes gerações, classes sociais e gostos culturais.

Assim em qualquer encontro social o café marca a sua presença.
 

 

5.     Parte II

5.1.    Capítulo 1

No decorrer de um processo de investigação, um inquérito por questionário detém especial importância. Sendo um dos processos mais usados para recolher informação de forma rápida, atinge um número significativo de inquiridos com relativa facilidade, sendo aplicado de forma simples e pouco dispendiosa. Um questionário permite ainda uma interacção indirecta e manter o anonimato.

Consideramos, assim, que o inquérito é um processo de investigação quantitativa que permite recolher informação através de um questionário estandardizado e estruturado.

5.1.1.        Objectivos do estudo

O objectivo central deste estudo, consiste na análise da relação entre o consumo do café e os hábitos sociais dos portuenses.

Para atingirmos este objectivo, pensamos ser fundamental atingir os seguintes objectivos específicos:

a) - Determinar, de entre os consumidores de café, os que preferem tomar café em casa e os que preferem tomar café fora de casa e, bem assim, da razão das suas preferências.

 b) - Determinar, de entre os consumidores de café, os que possuem máquina ou utensílios de preparação de café em casa, os que não possuem por não o quererem e da razão dessa opção.

c) – Determinar, de entre os consumidores de café que possuem máquinas ou utensílios de preparação de café em casa, a percentagem dos que, mesmo assim, preferem tomar café em locais comerciais e da razão da sua preferência;

d) - Estudar de que forma o círculo de conhecimentos e amizades pessoais (isto é, de relacionamentos sociais) foram influenciados pela frequência a locais com objectivo do consumo de café.

5.1.2.       Metodologia

- Análise aos dados bibliográficos existentes relacionados com esta temática;

- Realização de um inquérito.

Para melhor apurarmos a informação requerida começámos por analisar os vários métodos de elaboração de inquéritos, as suas vantagens e desvantagens.

Um inquérito feito através do telefone, apesar de ter uma elevada taxa de respostas e um custo moderado, não se aplica neste caso concreto pois não permite transmitir sabores ou cheiros para apurar, por exemplo, o café preferido. Quanto à hipótese de o inquérito ser feito pelo correio, apesar dos seus baixos custos, também não nos pareceu a forma indicada pois poderia levar a grandes atrasos no nosso estudo. Verificámos também a hipótese de realizar o inquérito em casa dos inquiridos mas depressa nos apercebemos dos elevados custos da sua realização. Fazer o inquérito on-line foi uma possibilidade que nos agradou bastante pois seria rápida, teria uma boa taxa de respostas e os custos seriam também baixos. Apesar de todas as vantagens deste método, pareceu-nos que uma faixa etária mais alta e tradicionalmente consumidora de café, poderia ficar excluída do nosso estudo.

Como tal, decidimos assim optar pela realização do inquérito interceptando todos aqueles que por nós passassem em zonas e centros comerciais.

Esperando assim conseguir uma taxa de respostas na ordem dos 50%, sabemos que nos permitiu realizar o estudo rapidamente e que socialmente teve também uma boa aceitação. Desta forma, foi-nos também permitido proporcionar ao entrevistado sensações, como o cheiro e sabor, de forma a apurar também as suas preferências no consumo de café.

5.1.3.       Estrutura do Questionário e as suas questões

Nos pontos seguintes estão descritos os principais objectivos e a justificação para cada conjunto de questões apresentadas no questionário.

A introdução do questionário pretende identificar-nos de forma sucinta e rápida enquanto autores do questionário, permitindo ao inquirido rapidamente decidir se responde ou não ao questionário.

- Elemento Identificativos

As primeiras perguntas apresentadas no questionário são apenas identificativas e têm como objectivo fazer uma primeira aproximação do inquirido, deixando este mais descontraído e apurar a área de residência, muito importante para o total preenchimento ou não do questionário. São perguntas curtas e fechadas, sendo por isso rápidas na resposta.

 

- Hábitos de consumo de café

De seguida são, apresentadas questões direccionadas aos hábitos de consumo de café, que pretendem apurar a regularidade com que o inquirido toma café. Para uma melhor análise e estandardização dos dados, estas questões são apresentadas de forma fechada ao inquirido.

 

- Locais privilegiados para o consumo de café

Determinar os locais onde os portuenses tomam café é um dos pontos essenciais do inquérito, por esse motivo são apresentadas várias questões fechadas que nos indicam quais os locais preferidos pelos portuenses para o consumo de café. Neste grupo de questões, é possível não só compreender os locais onde os portuenses consomem café, como também os principais motivos que os levam a optar por uma das hipóteses apresentadas. 

Neste grupo de questões conseguimos apurar a influência de factores como a qualidade e o preço do café nos hábitos de consumo dos inquiridos.

- Deslocação com o intuito de consumir café

Depois de apurados os dados acima descritos, é necessário criar perguntas que nos permitam perceber a importância dos factores sociais na decisão dos locais onde se toma café.

As perguntas apresentadas neste grupo, são também fechadas, e têm como principal objectivo perceber a forma como os inquiridos se deslocam e quanto tempo levam na deslocação para o simples acto de tomar café.

 

- Tempo gasto no consumo de café

Encontrada as formas de deslocação e os locais onde os portuenses tomam café, importa avaliar o tempo gasto em cada um dos locais. São apresentadas questões também elas fechadas, apresentando intervalos de tempo.

 

- Perguntas de carácter geral

O questionário termina com perguntas de carácter geral que nos ajudam a entender quais as marcas de café preferidas pelos portuenses e também entender, por parte dos que não tomam café, se têm por hábito de se deslocar aos locais específicos de consumo de café e quais os principais motivos. Neste conjunto de questões, utilizamos perguntas fechadas e abertas.

5.1.4.       Amostra

Este questionário tem como objectivo final, levar-nos a entender a influência do consumo de café nos hábitos sociais dos portuenses, por esse motivo a amostra questionada trata-se de pessoas maiores de 15 anos na área do grande Porto.

Foram realizados 102 questionários, todos preenchidos na área do grande Porto.

Abaixo indicamos os diversos locais onde foram efectuados os questionários

- Matosinhos (centro, junto à Câmara)

- Porto (Avenida da Boavista)

- Maia (centro e zona industrial)

5.2.   Capítulo 2

5.2.1.       Análise e tratamento dos dados obtidos

Na sequência do estudo sobre a influência dos hábitos sociais dos portuenses no consumo do café, realizamos um inquérito por meio de questionário junto de 102 pessoas e cujo modelo se encontra em anexo.

A compilação e análise estatística dos dados foram efectuadas com auxílio ao programa SPSS. Igualmente em anexo encontram-se todas as tabelas de resultados obtidos.

 

A distribuição dos inquiridos por sexo, idade, estado civil, ocupação e nível de escolaridade, encontra-se evidenciada nos quadros seguintes. 

O inquérito foi efectuado aleatoriamente junto de 102 pessoas, de ambos os sexos, com uma faixa etária compreendida entre os 15 e os 65 anos e com diversos graus de ocupação e níveis de escolaridade.

 

Assim e tal como podemos observar pela análise das tabelas seguintes, os inquiridos neste estudo são, maioritariamente, homens (64,7%), com idade inferior a 35 anos (83,3%), sobretudo solteiros (78,4%), profissionalmente activos (80,3%) – entendendo-se aqui também como activos os estudantes por terem uma ocupação permanente - e com escolaridade igual ou superior ao 3º ciclo (86,3%). 

 

- Distribuição dos Inquiridos por Sexo

 

 

Valid

Feminino

36

35,3

35,3

35,3

Masculino

66

64,7

64,7

100,0

Total

102

100,0

100,0

 

Tabela 1

 
 

- Distribuição dos Inquiridos por Idade

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

15-25

60

58,8

58,8

58,8

26-35

25

24,5

24,5

83,3

36-45

9

8,8

8,8

92,2

46-55

7

6,9

6,9

99,0

56-65

1

1,0

1,0

100,0

Total

102

100,0

100,0

 

Tabela2

 

- Distribuição dos Inquiridos por Estado Civil

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Solteiro

80

78,4

78,4

78,4

Casado

14

13,7

13,7

92,2

Viuvo

4

3,9

3,9

96,1

Divorciado

4

3,9

3,9

100,0

Total

102

100,0

100,0

 

Tabela 3

 

-Distribuição dos Inquiridos por Tipo de Ocupação

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Estudante

13

12,7

12,7

12,7

Trabalhador

69

67,6

67,6

80,4

Desempregado

5

4,9

4,9

85,3

Trabalhador/Estudante

10

9,8

9,8

95,1

Outro

5

4,9

4,9

100,0

Total

102

100,0

100,0

 

Tabela 4

 

- Distribuição dos Inquiridos por Nível de Escolaridade

 

 

 

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

1º Ciclo

5

4,9

4,9

4,9

2º Ciclo

9

8,8

8,8

13,7

3º Ciclo

31

30,4

30,4

44,1

Ens. Secundário

28

27,5

27,5

71,6

Frequencia Universitária

17

16,7

16,7

88,2

Bacharelato

2

2,0

2,0

90,2

Licenciatura

9

8,8

8,8

99,0

MBA

1

1,0

1,0

100,0

Total

102

100,0

100,0

 

Tabela 5

Na medida em que o nosso estudo incide apenas sobre a influência dos hábitos sociais dos portuenses (aqui se incluindo os residentes na área do grande Porto) no consumo de café, o estudo foi limitado apenas aqueles que residem nesta área geográfica.

 

Dos 102 inquiridos, 90 residem na área geográfica do grande Porto, conforme evidenciado no gráfico seguinte.

 

                                                      

 

 

 

 

 

- Repartição dos Inquiridos Residentes dentro e fora da área do grande Porto

Gráfico 2

O estudo sobre a influência dos hábitos sociais no consumo de café restringiu-se, pois, a 90 das 102 pessoas.

 

No âmbito do inquérito, quisemos saber, em primeiro lugar, se os inquiridos tinham ou não hábitos de consumo de café e, em caso afirmativo, qual a regularidade e a frequência do consumo de café.

 

Das 90 pessoas residentes no grande Porto, 83 pessoas (92,2%) afirmaram tomar café e, destas, 73 pessoas (88%) afirmaram tomar café diariamente.

 

Em relação à frequência de consumo, dos 73 habituais consumidores de café, 65 pessoas (89%) afirmaram beber dois ou mais cafés por dia e 46 pessoas (63%) bebem 3 ou mais cafés por dia.

Isto mesmo se encontra evidenciado nas tabelas e no gráfico seguinte.

- Residentes no Grande Porto que Consomem Café

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Sim

90

88,2

88,2

88,2

Não

12

11,8

11,8

100,0

Total

102

100,0

100,0

 

Tabela 6

 

- Distribuição da Regularidade no Consumo de Café entre os Consumidores no Grande Porto

 

Gráfico 3

 

 

 

 

 

- Frequência no Consumo de Café entre os Consumidores Habituais

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

1

8

7,8

11,0

11,0

2

19

18,6

26,0

37,0

3

19

18,6

26,0

63,0

4

20

19,6

27,4

90,4

5 ou mais

7

6,9

9,6

100,0

Total

73

71,6

100,0

 

Missing

System

29

28,4

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 7

Em resumo, face aos dados obtidos na população inquirida e residente no grande porto (90 pessoas – 100%), verifica-se que 83 pessoas (92,2%) são consumidores de café, 73 pessoas (81,1%) consomem-no regularmente e 65 pessoas (72,2%) tomam dois ou mais cafés por dia.

 

Significa isto que a esmagadora maioria da população inquirida (72,2%) tem hábitos regulares de consumo de café, consumindo dois ou mais cafés por dia.

 

Em segundo lugar, neste estudo, quisemos saber quais os períodos (ou quais os momentos) em que os consumidores mais tomam café. Para tal, questionamos as pessoas no sentido de nos indicarem a frequência em que tomavam café nos períodos da manhã, meio da manhã, após almoço, a meio da tarde e após o jantar.

 

Apesar da questão anterior ter sido colocada às 83 pessoas residentes na área do grande Porto e consumidoras de café, algumas não responderam a algumas destas questões, pelo em alguns quadros o número total de respostas colectadas não é de 83. Porém, o número total de respostas a cada um dos períodos referenciados nunca foi inferior a 80, pelo que a análise dos dados não será desvirtuada pela ausência daquelas respostas.

 

 Os dados recolhidos encontram-se referenciados nas tabelas seguintes.

 

 

- Toma café de manhã?

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Nunca

11

10,8

13,4

13,4

Raramente

6

5,9

7,3

20,7

as vezes

18

17,6

22,0

42,7

muitas vezes

14

13,7

17,1

59,8

sempre

33

32,4

40,2

100,0

Total

82

80,4

100,0

 

Missing

System

20

19,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 8

 

- Toma café a meio da manhã?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Nunca

18

17,6

22,5

22,5

Raramente

10

9,8

12,5

35,0

as vezes

24

23,5

30,0

65,0

muitas vezes

17

16,7

21,3

86,3

sempre

11

10,8

13,8

100,0

Total

80

78,4

100,0

 

Missing

System

22

21,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 9

 

- Toma café após o almoço?

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Nunca

4

3,9

4,8

4,8

Raramente

2

2,0

2,4

7,2

as vezes

8

7,8

9,6

16,9

muitas vezes

24

23,5

28,9

45,8

sempre

45

44,1

54,2

100,0

Total

83

81,4

100,0

 

Missing

System

19

18,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 10

 

 

 

 

- Toma café a meio da tarde?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Nunca

21

20,6

26,3

26,3

Raramente

16

15,7

20,0

46,3

as vezes

14

13,7

17,5

63,8

muitas vezes

18

17,6

22,5

86,3

sempre

11

10,8

13,8

100,0

Total

80

78,4

100,0

 

Missing

System

22

21,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 11

                                                               

- Toma café após o jantar?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Nunca

8

7,8

9,9

9,9

Raramente

6

5,9

7,4

17,3

as vezes

9

8,8

11,1

28,4

muitas vezes

25

24,5

30,9

59,3

sempre

33

32,4

40,7

100,0

Total

81

79,4

100,0

 

Missing

System

21

20,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 12

 

Analisando as respostas dadas pela população inquirida, conclui-se que o consumo de café é distribuído por três grandes períodos: De manhã, em que 47 pessoas (57,30%) afirmam tomar café muitas vezes ou sempre, no período após o almoço (69 pessoas – 83,1%) e no período após o jantar (58 pessoas – 71,60%).

 

Se atentarmos que o período após o almoço e após o jantar são os preferidos pela esmagadora maioria dos inquiridos para o consumo de café, podemos igualmente concluir que estes dados estão em sintonia com os obtidos a respeito da frequência no consumo do café (a maioria dos inquiridos consomem 2 ou mais cafés por dia). 

 

Assim, e com base nos dados recolhidos, é possível enunciar uma primeira grande conclusão: a maioria da população portuense estudada é consumidora habitual e regular de café, consumindo maioritariamente 2 ou mais cafés por dia, preferencialmente no período da manhã, após o almoço e após o jantar.

 

 

Evidenciado que está que os portuenses inquiridos são regulares consumidores de café, procuramos saber, neste estudo e em terceiro lugar, onde é que as pessoas preferem tomar café. Em casa ou fora de casa (em Cafés, restaurantes e bares)?

 

Assim, questionamos os consumidores a respeito do local onde tomam café: em casa, no café, em restaurantes ou em bares. Os resultados encontram-se evidenciados nos quadros seguintes.

 

- Toma café em casa?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Nunca

29

28,4

35,4

35,4

Raramente

15

14,7

18,3

53,7

as vezes

16

15,7

19,5

73,2

muitas vezes

10

9,8

12,2

85,4

sempre

12

11,8

14,6

100,0

Total

82

80,4

100,0

 

Missing

System

20

19,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 13

 

 

- Se toma café em casa, possui utensilios para a preparação do mesmo?

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Sim

49

48,0

92,5

92,5

Não

4

3,9

7,5

100,0

Total

53

52,0

100,0

 

Missing

System

49

48,0

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 14

 

 

- Que Utensílios usa?

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Máquina expresso

34

33,3

69,4

69,4

Cafeteira

13

12,7

26,5

95,9

Máquina de balão

2

2,0

4,1

100,0

Total

49

48,0

100,0

 

Missing

System

53

52,0

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 15

 

Das 82 pessoas que responderam a esta questão (do universo de 83 consumidores de café), 53 pessoas afirmaram tomar café em casa com maior ou menor regularidade (apenas 29 afirmaram nunca tomar café em casa) e destas 53 pessoas, 49 revelaram possuir utensílios para a sua preparação. Os utensílios domésticos mais utilizados são a máquina de café expresso e a cafeteira

 

Significa isto que mais de metade da população consumidora de café tem à sua disposição, em sua casa, utensílios modernos e de fácil manuseamento para a preparação de café.

 

Porém, apesar de mais de metade das pessoas inquiridas (49 pessoas) terem à sua disposição e em suas casas utensílios que permitam a preparação de café, apenas 22 pessoas afirmam consumir, muitas vezes ou sempre, café em casa. Por outro lado, quando questionados sobre se, apesar de terem máquina ou utensílios de preparação de café em casa, saem de casa para tomar café fora, 47 das 49 pessoas afirmam fazê-lo.

 

- Mesmo possuindo máquina para café, sai de casa para tomar café?

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Sim

47

46,1

95,9

95,9

Não

2

2,0

4,1

100,0

Total

49

48,0

100,0

 

Missing

System

53

52,0

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 16

Conclui-se, assim, que mais de metade da população estudada (53 em 82 pessoas) admite tomar café em casa (embora apenas uma minoria o faça muitas vezes ou sempre), possuindo máquinas e utensílios para a sua preparação (49 em 53 pessoas) admitindo, todavia, que apesar de ter esses utensílios à sua disposição, sai de casa para tomar café (47 em 49 pessoas).

 

Ou seja, os dados indicam que a esmagadora maioria das pessoas com utensílios em casa de preparação de café, sai de casa para tomar café fora.

 

Importa, agora, ver o que os dados revelam em relação aos locais fora de casa, indicados como mais frequentados pela população estudada.

 

 

- Toma café, no café?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Nunca

3

2,9

3,6

3,6

Raramente

1

1,0

1,2

4,8

as vezes

5

4,9

6,0

10,8

muitas vezes

42

41,2

50,6

61,4

sempre

32

31,4

38,6

100,0

Total

83

81,4

100,0

 

Missing

System

19

18,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 17

 

- Toma café no restaurante?

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Nunca

7

6,9

8,4

8,4

Raramente

9

8,8

10,8

19,3

as vezes

25

24,5

30,1

49,4

muitas vezes

22

21,6

26,5

75,9

sempre

20

19,6

24,1

100,0

Total

83

81,4

100,0

 

Missing

System

19

18,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 18

 

- Toma café no bar?

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Nunca

17

16,7

21,8

21,8

Raramente

11

10,8

14,1

35,9

as vezes

30

29,4

38,5

74,4

muitas vezes

10

9,8

12,8

87,2

sempre

10

9,8

12,8

100,0

Total

78

76,5

100,0

 

Missing

System

24

23,5

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 19

 

Em relação a esta questão, os dados colectados não deixam grandes duvidas. Da população inquirida 74 pessoas (89,2%) afirmam tomar café, muitas vezes ou sempre, em Cafés, seguindo-se os restaurantes (42 pessoas - 50,6%) e por último os bares (20 pessoas - 25,6%).

 

Em linha com esta conclusão (os inquiridos afirmam tomar, muitas vezes ou sempre, café em cafés e restaurantes) e com a quantidade de cafés consumidos por dia (maioritariamente dois ou mais cafés) está o resultado acerca do número de vezes que os inquiridos se deslocam para tomar café: a esmagadora maioria dos inquiridos desloca-se com esse objectivo duas ou mais vezes.

 

- Quantas vezes se desloca para tomar café?

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Uma

13

12,7

15,9

15,9

Duas

41

40,2

50,0

65,9

Três

20

19,6

24,4

90,2

Quatro ou mais

8

7,8

9,8

100,0

Total

82

80,4

100,0

 

Missing

System

20

19,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 20

 

 

Em conclusão, as pessoas maioritariamente tomam café fora de casa, em Cafés e em restaurantes. Mesmo entre a população que tem ao seu dispor utensílios de preparação de café em casa, apenas uma reduzida minoria toma café em casa com maior frequência, sendo que praticamente todos os inquiridos admitem sair de casa para tomar café.

 

Os inquiridos, maioritariamente, tomam café fora de casa. Importa agora apurar, face aos dados do inquérito, como é que escolhem os locais onde vão tomar café e as razões que levam as pessoas a tomar café fora de casa.

 

Questionados sobre as escolhas dos locais onde tomam café ao ambiente do Café (57 pessoas - 69,5%), à sua localização geográfica (57 pessoas - 71,3%) e a motivos de ordem cultural (46 pessoas - 60,5%) para a escolha daqueles locais.

 

Para as suas escolhas não se mostraram particularmente sensíveis em razão do preço, da decoração e da qualidade do café servido naquele estabelecimento.

 

Os quadros seguintes reflectem os resultados obtidos relativamente às razões da escolha dos locais onde tomam café.

 

- Escolhe o local onde toma café pelo ambiente?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Muito pouco

7

6,9

8,5

8,5

Pouco

5

4,9

6,1

14,6

Médio

13

12,7

15,9

30,5

Muito

36

35,3

43,9

74,4

Bastante

21

20,6

25,6

100,0

Total

82

80,4

100,0

 

Missing

System

20

19,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 21

 

 

 

- Escolhe o local onde toma café pela sua localização?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Muito pouco

4

3,9

5,0

5,0

Pouco

5

4,9

6,3

11,3

Médio

14

13,7

17,5

28,8

Muito

39

38,2

48,8

77,5

Bastante

18

17,6

22,5

100,0

Total

80

78,4

100,0

 

Missing

System

22

21,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 22

 

- Sai de casa para tomar café por motivos culturais?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Discordo totalmente

13

12,7

17,1

17,1

Discordo

7

6,9

9,2

26,3

Indeciso

10

9,8

13,2

39,5

Concordo

31

30,4

40,8

80,3

Concordo totalmente

15

14,7

19,7

100,0

Total

76

74,5

100,0

 

Missing

System

26

25,5

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 23

                                                              

- Escolhe o local onde toma café pelo preço?

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Muito pouco

17

16,7

21,3

21,3

Pouco

11

10,8

13,8

35,0

Médio

25

24,5

31,3

66,3

Muito

17

16,7

21,3

87,5

Bastante

10

9,8

12,5

100,0

Total

80

78,4

100,0

 

Missing

System

22

21,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 24

 

                                                              

 

- Escolhe o local onde toma café pela decoração?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Muito pouco

13

12,7

16,5

16,5

Pouco

18

17,6

22,8

39,2

Médio

26

25,5

32,9

72,2

Muito

18

17,6

22,8

94,9

Bastante

4

3,9

5,1

100,0

Total

79

77,5

100,0

 

Missing

System

23

22,5

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 25

 

 

- Escolhe o local onde toma café pela qualidade do mesmo?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Muito pouco

7

6,9

9,0

9,0

Pouco

10

9,8

12,8

21,8

Médio

25

24,5

32,1

53,8

Muito

21

20,6

26,9

80,8

Bastante

15

14,7

19,2

100,0

Total

78

76,5

100,0

 

Missing

System

24

23,5

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 26

Vejamos agora as razões que levam os inquiridos a tomar café fora de casa, mesmo possuindo utensílios e máquinas de preparação de café em casa.

 

Uma dessas razões prende-se com a qualidade do café servido fora de casa. Na verdade, 41 (53,9%) das 76 pessoas inquiridas e que responderam a esta questão afirmaram que saem de casa para tomar café pela qualidade do mesmo, como se constata pela análise do quadro seguinte.

 

 

 

 

 

- Sai de casa para tomar café, pela qualidade?

 

 

 

 

 

                 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Muito pouco

7

6,9

9,0

9,0

Pouco

10

9,8

12,8

21,8

Médio

25

24,5

32,1

53,8

Muito

21

20,6

26,9

80,8

Bastante

15

14,7

19,2

100,0

Total

78

76,5

100,0

 

Missing

System

24

23,5

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 27

 

Esta afirmação não é contraditória com a efectuada anteriormente quando dissemos que os consumidores não se mostraram particularmente sensíveis à escolha do local onde tomam café em razão da qualidade do mesmo. É que, para a maioria dos consumidores de café, a qualidade do café feito em casa é inferior à do café feito fora de casa. Por esta razão, os consumidores saem de casa para tomar café pois, na opinião da maioria dos inquiridos, o café servido nos Cafés tem melhor qualidade que o café feito em casa. Porém, a qualidade do café servido neste ou naquele estabelecimento não parece ser, para a maioria dos inquiridos, factor relevante na escolha do estabelecimento onde vai tomar café.

Outra das razões, pelas quais as pessoas vão ao café, é o convívio com terceiros. Os dados colectados permitem perceber que os Cafés são mais do que simples locais de consumo: são locais de convívio social e cultural.

Quando questionados sobre se costumam encontrar-se com amigos ou colegas no café, 73 pessoas (88%) dos inquiridos respondem afirmativamente. Por outro lado, 73 pessoas (92,4%) afirmam sair de casa para tomar café com amigos

 

- Costuma encontrar-se com amigos ou colegas no café?

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Sim

73

71,6

88,0

88,0

Não

10

9,8

12,0

100,0

Total

83

81,4

100,0

 

Missing

System

19

18,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 28

 

- Sai de casa para tomar café com amigos?

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Discordo totalmente

3

2,9

3,8

3,8

Discordo

3

2,9

3,8

7,6

Concordo

28

27,5

35,4

43,0

Concordo totalmente

45

44,1

57,0

100,0

Total

79

77,5

100,0

 

Missing

System

23

22,5

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 29

 

Estes dados permitem deduzir que a ida ao café tem uma enorme componente social e cultural. De notar que um dos factores indicados como importantes na escolha do Café se prende com motivos de ordem cultural, em razão do convívio social que motivam os inquiridos.

 

Por outro lado, ainda que mais de metade da população inquirida possua utensílios para preparação de café em casa (49 em 83 pessoas), verifica-se a esmagadora maioria das pessoas preferem tomar café fora de casa. Se atentarmos ao facto de que 88% das pessoas se encontra com amigos no café e que 92,4% dos inquiridos saem de casa de propósito para tomar café com os amigos, então conclui-se que os cafés são verdadeiros locais sociais e o hábito de tomar café é igualmente um hábito social.

 

Outro dos indicadores de como os cafés são locais de convívio prende-se com o tempo que em média se gasta a tomar café fora de casa.

Verifica-se que é após o jantar que mais tempo se gasta a tomar café fora de casa. 58,1% dos inquiridos referem demorar mais de 30 minutos a tomar café após o jantar.

 

Os períodos de tempo durante o dia, quer em restaurantes, quer em café são bastante mais reduzidos ficando a esmagadora maioria dos inquiridos até no máximo 30 minutos.

 

Quando em casa, após o jantar, a maioria dos inquiridos refere não demorar mais que 15 minutos a tomar café. Comparando este dado com o tempo que demoram após o jantar a tomar café fora de casa – a maioria das pessoas demora mais de 30 minutos – e tendo presente a estatística relativa à ida a cafés com fins sociais, verifica-se que os Cafés são locais de convívio social.

 

- Se toma café após o jantar, fora de casa, quanto tempo gasta em média?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

5 a 10 min.

13

12,7

17,6

17,6

10 a 15 min.

7

6,9

9,5

27,0

15 a 30 min.

11

10,8

14,9

41,9

30 a 1 hora

22

21,6

29,7

71,6

1 hora ou mais

21

20,6

28,4

100,0

Total

74

72,5

100,0

 

Missing

System

28

27,5

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 30

 

- Se toma café durante o dia em cafés, quanto tempo gasta em média?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

5 a 10 min.

18

17,6

22,5

22,5

10 a 15 min.

23

22,5

28,8

51,3

15 a 30 min.

25

24,5

31,3

82,5

30 a 1 hora

11

10,8

13,8

96,3

1 hora ou mais

3

2,9

3,8

100,0

Total

80

78,4

100,0

 

Missing

System

22

21,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 31

 

 

 

 

 

 

 

 

- Se toma café durante o dia em restaurantes, quanto tempo gasta em média só para tomar café?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

5 a 10 min.

50

49,0

65,8

65,8

10 a 15 min.

9

8,8

11,8

77,6

15 a 30 min.

12

11,8

15,8

93,4

30 a 1 hora

4

3,9

5,3

98,7

1 hora ou mais

1

1,0

1,3

100,0

Total

76

74,5

100,0

 

Missing

System

26

25,5

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 32

 

- Se toma café após o jantar em casa, quanto tempo gasta em média?

 

 

 

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

5 a 10 min.

38

37,3

65,5

65,5

10 a 15 min.

11

10,8

19,0

84,5

15 a 30 min.

5

4,9

8,6

93,1

30 a 1 hora

2

2,0

3,4

96,6

1 hora ou mais

2

2,0

3,4

100,0

Total

58

56,9

100,0

 

Missing

System

44

43,1

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 33

 

Por último, das 7 pessoas que declararam não tomar café, 6 pessoas afirmaram deslocar-se a cafés por razões de ordem social, tais como por exemplo o convívio com os amigos, permitindo uma vez mais concluir que mesmo em relação aos não consumidores habituais de café, os Cafés são locais de convívio social. 

                                                          

- Não tomando café desloca-se aos espaços criados especialmente para o seu consumo por outro motivo?

 

 

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Sim

6

5,9

85,7

85,7

Não

1

1,0

14,3

100,0

Total

7

6,9

100,0

 

Missing

System

95

93,1

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 34

 

- Se respondeu afirmativamente à questão anterior por favor descreva as suas razões…

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Sociais/Culturais

6

5,9

100,0

100,0

Missing

System

96

94,1

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 35

 

 


 

Cases

 

Valid

Missing

Total

 

N

Percent

N

Percent

N

Percent

Não tomando café desloca-se aos espaços criados especialmente para o seu consumo por outro motivo? * Se respondeu afirmativamente à questão anterior por favor descreva as suas razões…

6

5,9%

96

94,1%

102

100,0%

 

Não tomando café desloca-se aos espaços criados especialmente para o seu consumo por outro motivo? * Se respondeu afirmativamente à questão anterior por favor descreva as suas razões…

 


 

Se respondeu afirmativamente à questão anterior por favor descreva as suas razões…

Total

 

Sociais/Culturais

 

Não tomando café desloca-se aos espaços criados especialmente para o seu consumo por outro motivo?

Sim

6

6

Total

6

6

 

Um dos resultados que poderá ser estranho à conclusão de que os cafés são verdadeiros locais de convívio social é o que se prende com a questão formulada aos inquiridos de que forma estes se relacionavam com os outros frequentadores do mesmo espaço. 75,9% dos inquiridos admitiu não criar laços de amizade. Porém entendemos que esta resposta apenas poderá levar a concluir que as relações de convívio social que ocorrem nos cafés não são maioritariamente aí criadas. Tudo leva a crer que as pessoas convivam nos cafés com um grupo pré-existente de amigos, não estando muito predispostas a criar aí novas amizades.

- De que forma se relaciona com os outros frequentadores do mesmo espaço

 

Frequency

Percent

Valid Percent

Cumulative Percent

Valid

Não se relaciona

9

8,8

10,8

10,8

Convive

36

35,3

43,4

54,2

Relaciona-se Pouco

18

17,6

21,7

75,9

Cria laços de amizade.

20

19,6

24,1

100,0

Total

83

81,4

100,0

 

Missing

System

19

18,6

 

 

Total

102

100,0

 

 

Tabela 36

 

Quanto à preferência dos consumidores por marca de café, verifica-se que a marca favorita é a Delta (32,5%), sendo, porém, o gosto dos consumidores muito heterogéneo. Aliás, esta conclusão já poderia ser indiciada quando se constatou uma certa indiferença à qualidade do café (e consequentemente da marca) na escolha do estabelecimento.

- Qual a sua marca favorita de café?

Gráfico 4

 

Assim, e com base nos dados recolhidos, é possível concluir o seguinte:

A maioria da população portuense estudada é consumidora habitual e regular de café, consumindo maioritariamente 2 ou mais cafés por dia, preferencialmente no período da manhã, após o almoço e após o jantar. Maioritariamente, o café é consumido fora de casa, em Cafés e em restaurantes, mesmo pela população que tem ao seu dispor utensílios de preparação de café em casa. Os inquiridos escolhem os estabelecimentos onde tomam café em razão do ambiente, localização geográfica e motivos de ordem cultural, não sendo nessa escolha particularmente sensíveis em razão do preço, da decoração e da qualidade do café.

A esmagadora maioria dos inquiridos toma café fora de casa por causa da qualidade do café e por motivos de ordem social e cultural (estar com amigos e conviver), sendo que a maioria dos inquiridos (92,4%) saem de casa de propósito para tomar café com os amigos. O período de convívio mais longo é à noite, depois do jantar.

 

Em função de tudo o que referimos anteriormente, é lícito afirmar que, na população estudada, que o consumo de café é influenciado pelos hábitos sociais dos portuenses.

6.     Principais Conclusões

Após a realização dos inquéritos, o consumo do café nos hábitos sociais dos portuenses, perante uma amostra de 90 indivíduos, no universo do grande Porto, podemos concluir que:

É na faixa etária entre os 15 e os 25 anos onde se encontra o maior número de consumidores de café, podemos verificar que são os solteiros os que mais consomem, sendo estes na sua maioria trabalhadores com alguma formação académica (3º ciclo).

Estes indivíduos tomam café frequentemente, sendo na sua maioria 4 diários, principalmente de manhã, após o almoço e o jantar.

Concluímos também que ter utensílios de café em casa não significa que os consumidores do mesmo não saiam de casa para tomar café antes pelo contrario (faze-lo faz parte dos hábitos sociais dos portugueses) Os inquiridos escolhem o local onde tomam café baseando-se essencialmente na localização e no ambiente, não dando muita importância ao preço, tendo a decoração algum valor.

Depois de analisar as várias respostas ao questionário, concluímos também que os consumidores de café saem de casa para tomar café não só pelo consumo do mesmo mas também pelo convívio com os amigos. Muitos destes consumidores convive com os outros frequentadores do mesmo espaço, alguns deles criam mesmo laços de amizade.

Com o passar do tempo os cafés passaram de sítios onde eram frequentados apenas por, pessoas da alta sociedades e intelectuais, para serem espaços onde todos se encontram por variadíssimas razões e por pessoas de todos os estratos sociais.

Chegamos à conclusão após deste estudo que o consumo do café é cada vez mais uma “desculpa” para podermos estar com os amigos, fazermos uma pausa ou simplesmente para descontrair.

 

 

Bibliografia

CARMO, Hermano, FERREIRA, Manuela Malheiro (1998) Metodologia da investigação: Guia para auto-aprendizagem, Universidade Aberta. HILL, Alexandre (2003) 4ª edição revista e aumentada

SPSS Guia Prático de Utilização, Análise de Dados para Ciências Sociais e Psicologia, Lisboa, Edições Sílabo

 

 

Artigos;

Diário de Noticias, secção de negócios, de 24/10/2005

 

Netgrafia

www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Porto.VR/vilas.cidades/Porto/a7_rsabandeiraDIA.html

www.amp.pt

www.cafemajestic.com

www.cm-porto.pt

 

November 15, 2006

Criação de um suporte para um banco

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Anuncio para Banco

November 12, 2006

O que são trabalhos de investigação e para que servem?

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1. O que é um Trabalho de Investigação

Todas as áreas do conhecimento humano têm como propósito fundamental o aumento do património de conhecimentos específicos aos temas e assuntos que são objecto do seu estudo e análise. Esse aumento do saber é obtido a partir da resolução de problemas e da obtenção de respostas às incógnitas com que cada disciplina se confronta.

Um dos meios para a produção de conhecimentos é através da investigação. A investigação é ”um processo sistemático e rigoroso e leva à aquisição de novos conhecimentos (…) quer seja nos domínios das ciências da saúde, das ciências sociais ou das ciências humanas”.(1) O rigor e a sistematização são características centrais da investigação pois “o rigor, do qual depende a exactidão científica tem em parte a capacidade de assegurar uma percepção fiável e correcta da realidade (Gauthier, 1992). Quanto à sistematização, ela resulta do método, isto é, de uma forma organizada e ordenada de alcançar um objectivo.”(1)

Um trabalho de investigação é um aprofundamento prático, teórico e/ou técnico, obtido através de uma investigação rigorosa e sistemática de um, ou vários, factos, fenómenos, acontecimentos ou realidades, realizado com vista à descoberta e/ou aumento do património de conhecimentos em determinada área do saber.

Os trabalhos de investigação podem ter como objectivo a produção de conhecimento totalmente novo (p.ex. a descoberta de um tipo de tratamento para uma doença até então incurável) ou podem simplesmente reunir, analisar criticamente e discutir conhecimentos e informações já publicadas sendo, por isso, considerados resumos de assuntos ou compilações.

Mas, nem todos os autores consideram o trabalho de compilação e resumo do conhecimento já existente como um trabalho de investigação. Umberto Eco (2005) defende que um trabalho de compilação não pode ser considerado um trabalho de investigação pois “o estudante demonstra simplesmente ter examinado criticamente a maior parte da «literatura» existente (ou seja, os trabalhos publicados sobre o assunto) e ter sido capaz de expô-la de modo claro, procurando relacionar os vários pontos de vista, oferecendo assim uma inteligente panorâmica, provavelmente útil do ponto de vista informativo mesmo para um especialista do ramo (…)”(2). Opinião contrária têm outros autores, considerando que apesar de não serem trabalhos originais, os resumos de assuntos e monografias exigem dos seus autores a aplicação dos mesmos métodos e a mesma dedicação que os utilizados em trabalhos originais. É esta a posição de Quivy (1998), Cervo e Bervian (1996)

No meio académico, a elaboração de trabalhos de investigação é muito requerida, seja para a obtenção de determinados graus académicos, seja como forma de avaliação em disciplinas. Estes trabalhos de investigação em função da sua natureza e valor são denominados de Relatório, Monografia, Dissertação e Tese.

2. O Objectivo de um Trabalho de Investigação

O objectivo de qualquer trabalho de investigação é, como já se disse, o de produzir novo conhecimento, contribuir para a descoberta de respostas a problemas específicos no domínio da disciplina em que se insere. Ora, se no âmbito das ciências exactas (como a matemática, a física ou a química) ou mesmo no âmbito das ciências médicas, uma descoberta é imediatamente perceptível como novo conhecimento ( p.ex. Teoria da Relatividade, a cura de para uma doença específica, etc), no âmbito das ciências sociais tais “descobertas” não têm de ser – e na esmagadora maioria das vezes não são – inventos revolucionários. Podem ser descobertas modestas para “compreender melhor os significados de um acontecimento ou de uma conduta, a fazer inteligentemente o ponto de situação, a captar com maior perspicácia as lógicas de funcionamento de uma organização, a reflectir acertadamente sobre as implicações de uma decisão política (…) mas raramente se trata de investigações que contribuam para fazer progredir os quadros conceptuais das ciências sociais, ou dos seus modelos de análise ou os seus dispositivos metodológicos.”(3) Em todo o caso, o investigador deve elaborar um trabalho que, em teoria, os outros estudiosos e agentes do ramo não deveriam ignorar, porque diz algo de novo, isto é, acrescenta conhecimento novo naquele domínio.

3. Métodos Qualitativos de Investigação e Métodos Quantitativos de Investigação
Nos métodos qualitativos de investigação regista-se uma predominância de categorizações, de análises mais dissertativas, o maior recurso ao raciocínio indutivos e de menor recurso a cálculos e estatísticos.
Entre os diversos tipos de métodos qualitativos utilizados nas várias disciplinas, encontra-se o estudo fenomenológico (procura descobrir a essência dos fenómenos, a sua natureza intrínseca e o sentido que os humanos lhe atribuem), a teoria fundamentada (é, sobretudo, um método de investigação indutiva que tem por objectivo gerar uma teoria a partir dos dados recolhidos, mais do que analisar esses mesmos dados em função de uma teoria já existente), o estudo etnográfico (procura descrever um sistema cultural do ponto de vista das pessoas que partilham a mesma cultura), a investigação-acção, a investigação histórica, entre outros.

Nos métodos quantitativos de investigação, verifica-se a predominância do recurso aos modelos matemáticos e estatísticos, onde as variáveis de estudo são perfeitamente definidas e dominam os cálculos matemáticos e estatísticos.

4. Tipos de Investigação

Cada investigação admite níveis diferentes de aprofundamento e enfoques específicos conforme o objecto de estudo e dos objectivos específicos da investigação. Assim, em função dos objectivos específicos da investigação, é possível distinguir três tipos de investigação (ou tipos de pesquisa):

- Investigação pura, neste tipo de investigação, o investigador tem como meta o saber, a satisfação de uma necessidade intelectual pelo, ou seja, pretende “descobrir novos factos por forma a testar deduções feitas teoricamente. Os trabalhos desenvolvidos neste âmbito poderão não ter uma aplicação prática imediata e visível; o seu objectivo poderá ser o enriquecimento do corpo teórico de uma determinada área científica. “ (4)

- Investigação aplicada, “O propósito deste tipo de pesquisa é a resolução a médio prazo de problemas práticos sendo as suas implicações claramente visíveis.”(4), ou seja, o investigador é movido pela necessidade de contribuir para fins práticos, buscando soluções para problemas concretos.

- Investigação aplicável, “à semelhança da investigação aplicada também neste tipo de estudo se pretende contribuir para a resolução de problemas práticos mas num horizonte temporal mais limitado. Desta forma, as implicações destes trabalhos para além de visíveis serão imediatas.” (4)

Adiante, o termo trabalho de investigação será, em muitos casos substituído pelo termo pesquisa. É frequente a confusão do conceito de pesquisa e de colecta de dados. A colecta de dados (ou recolha de dados, se se preferir) é uma das características da pesquisa. Para a colecta de dados são utilizados como principais instrumentos a observação, a entrevista, o questionário, etc. Mas, “a colecta e registo de dados, porém, com toda a sua significação, não constituem, por si sós, uma pesquisa. A pesquisa, seja qual for o tipo, resulta da execução de inúmeras tarefas, desde a escolha do assunto até ao relatório final” (5)

Em função do procedimento geral que é utilizado em cada trabalho de investigação, isto é, em função das fases por que um trabalho de investigação terá de passar para atingir os seus objectivos, os trabalhos de investigação (ou pesquisas; utilizaremos apenas este termo a seguir) podem ser de três tipos: Pesquisas bibliográficas, pesquisas descritivas e pesquisa experimental.

4.1. Pesquisa Bibliográfica
A pesquisa bibliográfica destina-se a explicar e resolver problemas e questões sobre um determinado assunto, tema ou problema, a partir de contribuições culturais ou científicas já produzidas e publicadas por outros autores.

A pesquisa bibliográfica constitui um importante tipo de investigação: em primeiro lugar porque constitui geralmente o primeiro passo de qualquer trabalho de investigação em qualquer pesquisa científica; em segundo porque constitui a pesquisa propriamente dita na área das ciências humana.

4.2. Pesquisa Descritiva
A pesquisa descritiva observa, analisa e correlaciona factos ou fenómenos (variáveis) sem manipulá-los. (…). Busca conhecer as diversas situações e relações que ocorrem na vida social, política, económica e demais aspectos do comportamento humano, tanto do indivíduo tomado isoladamente como de grupos e comunidades mais complexas.”(5)

A pesquisa descritiva dedica-se ao estudo e análise dos factos ou fenómenos que ocorrem, colhidos directamente da própria realidade e sem os manipular e é desenvolvida, em especial, no âmbito das ciências humanas e das ciências sociais através de:

- Estudos exploratórios, Os estudos exploratórios são usados quando pouco se conhece o assunto, querendo-se conhecer melhor os fenómenos em causa ou descobrir novas ideias a respeito dos mesmos, sendo frequente as suas conclusões gerem hipóteses para pesquisas futuras. Os estudos exploratórios são “designados por alguns autores como pesquisa quase científica ou não científica”(5) e são normalmente “o passo inicial no processo de pesquisa pela experiência (…)”.(5)

- Estudos descritivos, Os estudos descritivos determinam quando, quanto, onde e como um fenómeno ocorre, isto é, visam a descrição das características, propriedades ou relações de uma comunidade, grupo ou realidade existente; preocupam-se em “retratar em detalhe as características de pessoas, acontecimentos ou situações. Neste tipo de estudo pretende-se obter um conhecimento aprofundado dos fenómenos sendo para tal utilizados várias fontes de investigação.”(4) Juntamente com os estudos exploratórios favorecem “numa pesquisa mais ampla e completa, as tarefas de formulação clara do problema e da hipótese como tentativa de solução”.(5) Tanto nos estudos exploratórios como nos estudos descritivos são utilizados quer métodos de pesquisa qualitativa quer métodos de pesquisa quantitativa.

- Estudos de caso; pesquisa de opinião; pesquisa documental, os estudos de caso tratam especificamente do exame de aspectos variados da vida de um indivíduo, família, grupo ou comunidade; a pesquisa de opinião visa o estudo das preferências e opiniões de um grupo mais ou menos alargado de pessoas; a pesquisa documental destina-se ao estudo de documentos relativos à realidade presente (e nisso se distingue da pesquisa histórica) com vista a poder descrever e comparar usos, costumes, tendências, diferenças, etc.

4.3. Pesquisa Experimental
As pesquisas ou estudos experimentais procuram explicar porque é que um fenómeno ocorre, determinando-se as variáveis dependentes e independentes e procurando-se identificar e analisar a relação entre elas, quase sempre por meio de métodos estatísticos mais apurados; na pesquisa experimental “a manipulação das variáveis proporciona o estudo da relação entre causas e efeitos de um determinado fenómeno”.(5) A pesquisa experimental é sobretudo utilizada das ciências médicas e da natureza.

A diferença entre os dois tipos de pesquisa (descritiva ou experimental) é facilmente apreendida pois “enquanto a pesquisa descritiva procura classificar, experimentar e interpretar os fenómenos que ocorrem, a pesquisa experimental pretende dizer de que modo ou por que causas o fenómeno é produzido” (5)

5. Etapas do Trabalho de Investigação
Na medida em que o trabalho de investigação deve ser sistemático, ou seja, deve ser estruturado de uma forma organizada e ordenada, importa analisar a estrutura do processo de investigação. Ainda que o procedimento e as fases da investigação sejam, grosso modo, os mesmos para todas as áreas do saber, a verdade é que não há, uma estrutura rígida e predefinida para a execução de cada fase de um trabalho de investigação; ela depende dos objectivos da investigação, do tipo de pesquisa (bibliográfica, descritiva ou experimental) a realizar, do âmbito da disciplina onde a investigação se insere, etc. A estrutura e a metodologia de investigação para descoberta de soluções nos domínios da matemática não é, nem pode ser, a mesma da área da medicina ou do marketing ou da filosofia.

Escolha do domínio e do tema da investigação; a pergunta de partida: Esta é a primeira fase de qualquer trabalho de investigação e, só aparentemente, é uma das menos importantes. Dentro de qualquer disciplina há um sem número de temáticas que encerram outras tantas questões e problemas e é impossível a qualquer investigador analisar ao mesmo tempo todas essas questões e problemáticas. A escolha do objecto da nossa investigação influencia toda a investigação e, caso o investigador, não seja cuidadoso a efectuar tal escolha, tem quase garantida a ruína de anos e anos de estudos. A este propósito, Eco (2005) enuncia 4 regras para essa escolha:

1) Que o tema corresponda aos interesses do candidato (quer esteja relacionado com o tipo de exames feito, com as suas leituras, com o seu mundo político, cultural ou religioso); 2) Que as fontes a que recorre sejam acessíveis, o que quer dizer que estejam a alcance material do candidato; 3) que as fontes a que recorre sejam manuseáveis, o que quer dizer que estejam ao alcance cultural do candidato; 4) Que o quadro metodológico da investigação esteja ao alcance da experiência do candidato.”(2)

Assim, e em primeiro lugar, o investigador deve escolher domínio de investigação, isto é, deve delimitar um campo de interesse preciso (por exemplo, um estudante de marketing pode desejar efectuar um estudo mais aprofundado no domínio do marketing na internet, ou e-marketing). Mas o domínio da investigação pode ser vasto demais – e normalmente é - para uma investigação mais aprofundada e, como tal, o investigador deve delimitar uma área de investigação dentro daquele domínio. Esse processo corresponde à definição do tema da investigação (voltando ao nosso exemplo, e dentro do e-marketing, o investigador opta por definir como tema de interesse, por exemplo, a as implicações da era digital no marketing ao consumidor). Por último, o investigador deve formular a pergunta de partida (ou questão de investigação). A pergunta de partida é um enunciado interrogativo através do qual o investigador exprime de forma clara, inequívoca, exactamente e precisa o que procura saber, descobrir, elucidar ou compreender e, bem assim, a população ou alvo da investigação (no nosso exemplo, a questão poderá ser esta: Que motivos levam cada vez mais consumidores a adquirir produtos via Internet?). Esta pergunta de partida pode ser apenas provisória, podendo ser reformulada ou mesmo alterada em resultado das fases seguintes da investigação.

Levantamento bibliográfico, análise ao “estado da arte” e trabalhos exploratórios: “Quando um investigador inicia um trabalho, é pouco provável que o assunto tratado nunca tenha sido abordado por outra pessoa, pelo menos em parte ou de forma indirecta. Tem-se frequentemente a impressão de que não há nada «sobre o assunto», mas esta opinião resulta, em regra de uma má informação”(3)

Quer o investigador deseje produzir conhecimento novo, isto é, tratar de um problema para o qual ainda ninguém respondeu, quer pretenda apenas fazer um trabalho de compilação dos conhecimentos existentes a respeito daquele assunto, o passo seguinte é fazer um levantamento bibliográfico em livrarias, bibliotecas, e recentemente na Internet, etc., de tudo o que foi já publicado a respeito do objecto do seu conhecimento. Esse levantamento ao que já existe a respeito de um assunto que pretendemos estudar, é muitas vezes apelidado de análise do “estado da arte” e mais não é que saber o nível de conhecimento numa determinada área científica.

Igualmente, nesta fase da investigação, o investigador sente necessidade de efectuar alguns trabalhos exploratórios como, por exemplo, entrevistas a pessoas cuja opinião é relevante para o estudo em causa, etc. e, bem assim, de assegurar-se de que terá disponíveis todos os elementos e “ferramentas” necessárias à investigação.

Formulação do problema, levantamento de hipóteses

Após ter formulado a questão de investigação, ter feito o levantamento bibliográfico em relação ao tema que pretende investigar e de ter assegurado de que dispõe de todas as ferramentas e condições para proceder à investigação a que inicialmente se propôs, o investigador está em condições de perceber se a questão que colocou (e que ao longo de todo este processo pode ter sido ajustada, melhorada, precisada, etc.) merece - face ao estado dos conhecimentos já existentes e disponíveis - ser investigada e, no caso afirmativo,  o investigador tem de formular um problema de investigação.

Formular um problema de investigação é definir o fenómeno em estudo através de uma progressão lógica de elementos, de relações, de argumentos e factos. O problema apresenta o domínio, explica a sua importância, condensa os dados factuais e as teorias existentes nesse domínio e justifica a escolha do estudo (Fortim, 1994). A formulação do problema deve demonstrar com a ajuda de uma argumentação cerrada, que a exploração empírica da questão é pertinente e que esta é susceptível de contribuir para o avanço dos conhecimentos.”(1)

É opinião quase unânime daqueles que se dedicam à investigação que a fase em que se formulam os problemas de investigação é a mais importante fase do trabalho de investigação.

Igualmente, e ao mesmo tempo que formula o problema de investigação, o investigador enuncia as hipóteses que lhe parecem ser adequadas, pelo menos provisoriamente, à resposta e explicação provisória do problema.

As hipóteses são afirmação acerca das relações entre as variáveis em estudo. Consoante a fase da investigação, estas relações podem estar mais ou menos definidas. (…) Um aspecto que é importante considerar é que a existência de hipóteses e o seu teste, é algo que é específico e apenas faz sentido no âmbito das abordagens quantitativas. Nas abordagens qualitativas, a ideia é descrever, descodificar e interpretar o significado que determinados fenómenos têm num certo contexto (Cassell e Symon, 1994). O principal objecto de estudo são, então, as interpretações e perspectivas individuais desses mesmos fenómenos. Se as hipóteses correspondem a deduções feitas a partir de uma teoria, então os trabalhos desenvolvidos no âmbito da abordagem qualitativa não têm hipóteses. Estes trabalhos principiam muitas vezes com uma frase não estruturada de recolha de dados sobre uma temática (…) cuja análise poderá levar a uma maior especificidade do propósito do estudo. Desta forma, em vez do termo hipótese será mais adequado utilizar o termo objectivos da investigação, podendo estes ir sendo sucessivamente especificados ao longo da pesquisa.”(4)

Recolha de dados
Formulado que esteja o problema de investigação e definidas que estejam as hipóteses de resolução do mesmo ou, como explicado anteriormente, os objectivos da pesquisa, o investigador inicia uma nova fase no seu trabalho de investigação: A recolha de dados.

Dependendo do tipo de trabalho de investigação que está a ser feito, dependendo igualmente do tipo de objectivos que se pretende atingir, a recolha de dados compreende num conjunto de acções, desenvolvidas pelo investigador, para validar a hipótese ou para atingir os objectivos da investigação. Estas acções compreendem, quase sempre a consulta e levantamento bibliográfico e o subsequente registo em apontamentos próprios das informações que colectou, os trabalhos e as pesquisas de campo (recurso a questionários, entrevistas, observação directa dos fenómenos, etc.), ou de laboratório r todas as demais acções que o investigador julgue necessárias para terminar com êxito a sua investigação.

Análise e interpretação dos dados recolhidos. Conclusões
Ao passo que na anterior fase, o investigador preocupou-se simplesmente em recolher dados e informações, nesta fase ele tem de os organizar, classificar e examinar. Neste processo o investigador deve analisar de forma crítica todos os dados e informações recolhido, de forma a detectar falhas, distorções ou erros.

Quando, por fim, todas as informações e dados recolhidos se encontram devidamente organizados o investigador procede à sua analise e interpretação, tarefas estas que o conduzem às conclusões, objectivo supremo de qualquer trabalho de investigação.

Publicação e comunicação à comunidade
Qualquer trabalho de investigação só tem valia para o domínio do conhecimento onde está inserido se as suas conclusões puderem ser conhecidas pela comunidade em geral e pelos demais estudiosos e agentes do ramo em que se insere.

Por isso, o investigador, para dar por terminado o seu trabalho de investigação, deve publicar o relatório de pesquisa. Este relatório, é muitas vezes denominado por Monografia, Dissertação e Tese e, para que possa ser devidamente apreciado e sujeito ao crivo crítico dos seus pares deve ser elaborado e estruturado em conformidade com regras preestabelecidas pela comunidade para a apresentação e comunicação dos trabalhos de investigação.

(1) - FORTIM, Marie-Fabienne - O Processo de Investigação: da Concepção à Realização. Loures : Lusociência, Coop., 17-18, 62 (1996) 388p.

(2) – Eco, Humberto – Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas, Lisboa, Editorial Presença, 29, 33 (2005) 238p.

(3) – Quivy, Raymond; Campenhoudt, Luc Van – Manual de Investigação em Ciências Sociais. Lisboa, Gradiva, 19-20, 50 (1998) 282p.

(4) – Oliveira, Teresa D’ – Teses e Dissertações, recomendações para a elaboração e estruturação de trabalhos científicos, Mafra, 15, 21, 23-24 Editora RH, (2005) 121p.

(5) – Cervo, A.L.; Bervian, P.A. – Metodologia Científica, São Paulo, 15,21 Makron Books, 49-51 (1996) 209p.

Bibliografia
Barros, Aidil; Lehfeld, Neide – Fundamentos de Metodologia Científica, São Paulo, Makron Books, (2000) 134p.

Cervo, A.L.; Bervian, P.A. – Metodologia Científica, São Paulo, 15,21 Makron Books, 49-51 (1996) 209p.

Eco, Humberto – Como se Faz uma Tese em Ciências Humanas, Lisboa, Editorial Presença, 29, 33 (2005) 238p.

FORTIM, Marie-Fabienne - O Processo de Investigação: da Concepção à Realização. Loures : Lusociência, Coop., 17-18, 62 (1996) 388p.

Madeira, Ana; Abreu, Maria – Comunicar em Ciência, como redigir e apresentar trabalhos científicos, Lisboa, Escolar Editora, (2004) 155p.

Oliveira, Teresa D’ – Teses e Dissertações, recomendações para a elaboração e estruturação de trabalhos científicos, Mafra, 15, 21, 23-24 Editora RH, (2005) 121p.

Quivy, Raymond; Campenhoudt, Luc Van – Manual de Investigação em Ciências Sociais. Lisboa, Gradiva, 19-20, 50 (1998) 282p.

October 26, 2006

Technorati

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Technorati Profile

Estudo do caso Eurodisney

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Disney


Os principais problemas do caso Eurodisney e a sua relação com as características culturais de cada país.


Após a leitura e pesquisa elaborada com apoio nos textos facultados e sítios da Internet, foi-nos possível identificar diversos problemas que poderão justificar o insucesso da Eurodisney.
Constatamos que a origem dos problemas assenta nas diferenças sócio-culturais entre os dois países, França e EUA, o que fez com que o modelo de gestão em uso, não resultasse.
Igualmente ao que aconteceu nos EUA e Japão era esperado que o parque temático na Europa fosse bem sucedido, no entanto verificou-se o contrário. O que pode ser comprovado, tanto a nível de receitas como a nível de visitantes.
Visto que o modelo adoptado pouco ou nada foi alterado em relação ao modelo originalmente criado para a cultura americana, a justificação mais provável, para este facto poderá ser de um choque cultural.
As diferenças culturais são evidentes e foram verificadas a diversos níveis.
Assim, nível de restauração, um dos grandes problemas identificados foi o facto de não servirem bebidas alcoólicas e a não permissão de fumar. Numa cultura europeia onde o consumo do vinho faz parte dos hábitos alimentares, à partida a implantação destas regras seria impensável, no entanto a administração quis fazer prevalecer o modelo americano. Outro aspecto importante é a incapacidade logística de servir refeições em lugares sentados. Segundo os padrões Europeus todas a refeições são feitas á mesa. Temos conhecimento que a nível de pequenos-almoços eram servidos 10.000 e no entanto existiam apenas 300 lugares sentados.
 A nível de hábitos de férias existem também grandes diferenças entre as duas culturas. Enquanto nos EUA é habitual, famílias inteiras passarem as suas férias de uma semana ou mais dentro de um parque de diversões, na Europa não existe esta tradição. Os Europeus têm preferência em efectuar uma visita de um dia e no final regressar a casa. Uma vez que o parque estava equipado com um hotel, para receber os visitantes e visto que o mesmo não aconteceu os custos tornaram-se incomportáveis.
Foram também verificados alguns conflitos com os habitantes locais pois os terrenos para a construção do parque temático foram expropriados indevidamente. Juntando isto com o facto de os empregados serem mal pagos e estarem sujeitos a normas tipicamente americanas tais como, o uso de roupa interior própria, desodorizante, o cabelo não podia se pintado de cores menos usuais, entre outras normas bastante severas, incluindo vigilância, originou-se um conflito quase de ódio, sendo inclusivamente, efectuadas comparações ao Nazismo. A acrescentar que muito dos funcionários eram imigrantes ilegais, a quem eram pagos salários abaixo do salário mínimo nacional.
Podemos concluir que o primeiro erro da Disney era acreditar que poderiam transferir o modelo de negócio, de uma cultura para outra. Contudo, não pensaram no sistema organizacional de costumes sócio-culturais já instituídos noutros países. Verificamos assim a falta de sensibilidade de adaptação às diferentes realidades culturais por parte da Disney.
Analisando os factos que apresentamos em cima, leva-nos a pensar que a Disney poderia fazer com que este parque fosse bem sucedido, privilegiando a interacção de culturas. Passando por um processo onde ambos os países em questão, contribuiriam com as suas normas culturais, sociais e os seu valores. Seria fundamental uma adaptação, em que a ferramenta principal para esta ´´nova cultura´´ existir é a liberdade de diálogo.
 Para uma melhor adaptação cultural poderia apostar nos restaurantes do parque, uma zona de fumadores de modo a satisfazer as necessidades de cada um, e não prejudicando os não fumadores. Também poderia resultar a venda de bebidas alcoólicas nos restaurantes, pois na cultura europeia é muito habitual acompanhar as refeições com este género de bebidas, vinho em particular.
Outro aspecto importante a referir, e uma vez que eram contratadas 400 pessoas só para apanharem beatas do chão, seria utilizar cinzeiros estrategicamente colocados e de modo a reduzir a necessidade de mão-de-obra. Era frequente serem contratadas para este género de serviços, pessoas ilegais a quem eram pagos salários abaixo do salário mínimo, o que por sua vez em nada favorecia a imagem do parque.

October 24, 2006

IMP Aula 4

Filed under: I M P

O que são trabalhos de investigação e para que servem?

October 23, 2006

Post - LAE

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Estudar caso Millennium

Trabalho Grupo - IMP

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- O consumo do café nos hábitos alimentares portugueses.

Quando as pessoas consomem café e o porquê do consumo.

Trabalho Grupo - F.Mkt

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Marketing, um conceito em Agonia?

Trabalho Grupo - F. Gestão

Filed under: F. Gestão

Criação de uma discoteca

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