O Consumo de café e os hábitos sociais dos portuenses
1 - Introdução e importância do Tema
O tema abordado no nosso estudo foi o consumo de café e os hábitos sociais portuenses.
No âmbito da disciplina de I.M.P., foi proposta realização de um trabalho de investigação em grupo, cujo tema estivesse subordinado ao tema global “O mercado do café” em estudo, neste ano lectivo, no IPAM.
Na pesquisa preliminar que efectuamos a respeito deste tema, constatamos que apesar de Portugal ter sido país colonizador de grandes produtores de café – tais como o Brasil, Guiné e Timor – o consumo interno de café esteve sempre muito mais ligado a hábitos sociais do que aos hábitos alimentares da dieta portuguesa.
Na verdade, durante muitas décadas, o hábito de “tomar café” esteve associado ao convívio, à troca de ideias, à crítica, à partilha de confidências e opiniões acerca do que se ia passando no mundo, estando confinado quase exclusivamente a locais públicos tais como os, vulgarmente designados, “Cafés”. Eram muito raras, e quase sempre de classes sociais mais abastadas, as famílias que preparavam e bebiam café em casa. Por outro lado, o consumo – nos “Cafés” – era característico quase exclusivamente dos grandes centros urbanos.
Apesar de actualmente, muitas famílias possuírem máquinas e outros utensílios para a preparação de café em casa e de este ser consumido, indistintamente, em meios rurais e urbanos, um aspecto continua a diferenciar o mercado português dos restantes: O consumo de café fora de casa (em cafés, restaurantes, centros comerciais, etc.) representa aproximadamente 80% do consumo total de café (Diário de Noticias, secção de negócios, de 24/10/2005).
Pese embora fosse deveras interessante poder estudar de que forma o consumo do café se relaciona com os hábitos sociais dos portugueses em geral, é manifestamente impossível por falta de tempo ter como objecto de estudo a população portuguesa (ainda que, obviamente, representada por amostra). Por este motivo, restringimos o nosso estudo apenas à população da área do grande Porto.
Tendo presente estas realidades, o nosso grupo propõe-se elaborar um trabalho de investigação que relacione o consumo de café com os hábitos sociais dos portuenses.
2 - Calendarização/Cronograma
Para a realização deste trabalho e de acordo com plano curricular definido para a cadeira de Investigação e Métodos de Pesquisa, as diferentes etapas para a estruturação deste trabalho foram as seguintes;
1ª Etapa
Potencialidades da investigação e campos de actuação.
Data de entrega: 24/10/2006
2ª Etapa
Escolha do tema; modelos de análise.
Metodologia da pesquisa; definição do problema; planeamento do trabalho.
Data de entrega: 07/11/2006
3ª Etapa
Recolha de dados; análise, interpretação e apresentação de dados.
Realização de um inquérito
Data de entrega: 28/11/2006
4ª Etapa
Introdução dos dados recolhidos, na etapa anterior, numa base de dados, SPSS
Data de entrega: 05/12/2006
5ª Etapa
Apresentação de relatório escrito sobre o tema abordado.
Data de entrega: 30/01/2007
3 - Estrutura sintética do trabalho
Na PARTE I do trabalho fazemos uma abordagem à história do café na cidade do Porto e à forma como sempre esteve interligada aos hábitos sociais desta cidade. Nesta abordagem são enunciados os principais locais que desde sempre privilegiaram o consumo de café e a sua vertente cultural. Como exemplo destes espaços temos o “Café Magestic”, o “O Piolho” e “A Brasileira”.
Na PARTE II, Capitulo 1, são enunciados os objectivos do trabalho bem como o método de estudo aplicado, metodologia e a estrutura do questionário, que se encontra em anexo.
Como objectivo deste estudo definimos o consumo do café e os hábitos sociais dos portuenses. Preocupamo-nos em perceber de que forma estes dois factores se relacionam entre si.
A metodologia usada foi a aplicação de um questionário relativo ao tema e a análise de dados bibliográficos existentes e relacionados com este tema.
Relativamente ao questionário e de forma a melhor realizarmos o estudo a que nos propusemos, dividimos o questionário nos seguintes pontos;
- Elemento Identificativos
Identificação do inquirido.
- Locais privilegiados para o consumo de café
Neste ponto tentamos perceber, quais os locais preferidos pelos portuenses para o consumo de café.
- Hábitos de consumo de café
Com estas questões foi-nos possível compreender os hábitos de consumo.
Deslocação com o intuito de consumir café
Com este grupo de questões foi-nos possível entender porque o fazem e quantas vezes, em média, os portuenses se deslocam para tomar café.
- Tempo gasto no consumo de café
Com a análise a este grupo, percebemos quanto tempo as pessoas despendem para tomar café e quais os locais onde demoram mais tempo para efectuar o consumo do mesmo.
- Perguntas de carácter geral
Com estas perguntas, foi-nos possível apurar a marca favorita de cafés e os motivos que levam os portuenses que não tomam café a deslocarem-se de igual forma aos locais criados especialmente para o seu efeito.
Na PARTE II, Capitulo 2, após o tratamento dos dados recolhidos, no programa SPSS, fizemos a sua análise.
4. PARTE I
4.1. O consumo de café e os hábitos sociais dos portuenses
Portugal foi país colonizador de grandes produtores de café – tais como o Brasil, Guiné e Timor – o consumo interno de café esteve sempre muito mais ligado a hábitos sociais do que aos hábitos alimentares da dieta portuguesa.
Na verdade, durante muitas décadas, o hábito de “tomar café” esteve associado ao convívio, à troca de ideias, à crítica, à partilha de confidências e opiniões acerca do que se ia passando no mundo, estando confinado quase exclusivamente a locais públicos tais como os, vulgarmente designados, “Cafés”. Eram muito raras, e quase sempre de classes sociais mais abastadas, as famílias que preparavam e bebiam café em casa. Por outro lado, o consumo – nos “Cafés” – era característico quase exclusivamente dos grandes centros urbanos.
Apesar de actualmente, muitas famílias possuírem máquinas e outros utensílios para a preparação de café em casa e de este ser consumido, indistintamente, em meios rurais e urbanos, um aspecto continua a diferenciar o mercado português dos restantes: O consumo de café fora de casa (em cafés, restaurantes, centros comerciais, etc.) representa aproximadamente 80% do consumo total de café (Diário de Noticias, secção de negócios, de 24/10/2005).
Sabemos que os portugueses têm por hábito transformar todo o tipo de encontros num encontro para tomar café.
Quando querem conhecer alguém melhor, quando querem falar de trabalho, quando querem desabafar com um amigo, ou, encontrar um amigo que já não vêm há muito tempo o convite é sempre o mesmo:
- Vamos tomar um café?
Neste estudo vamos falar de todos estes hábitos sociais e do consumo de café entre os portuenses.
A importância que os cafés assumiram em finais do Século XIX, está intrinsecamente ligada às reuniões políticas e aos saraus que aí se desenvolveram. A estes ficou também associada grande parte da actividade artística e intelectual própria da época.
Na cidade do Porto podemos encontrar vários sítios emblemáticos que surgiram com o consumo de café.
Café Magestic
O café Majestic situado na rua de Santa Catarina, está ligado à história do Porto dos anos vinte e à tradição dos encontros nos cafés, onde políticos, escritores e intelectuais se reuniam com tempo para o debate de ideias. O luxuoso Majestic abriu as portas em 17 de Dezembro de 1921 com o nome de Elite, mas logo no ano seguinte seria rebaptizado de Majestic, nome que conservou até hoje. Foi seu arquitecto João Queirós, que criou uma requintada atmosfera de café chic, ao gosto parisiense da época. Verdadeiro exemplo de café tertúlia, nele se reunia a intelectualidade portuguesa e tantas outras personalidades que contribuíram para o prestígio de Portugal.
Café O Piolho
Era no café Piolho que os oponentes ao fascismo se reuniam, café onde se discutiam ideias e realizavam tertúlias nas noites do Porto. Local associado aos estudantes universitários, tem como característica fundamental a clientela diversificada e o ambiente informal: ao lado do professor pode estar um aluno, junto ao advogado ou arquitecto o desempregado, a freira que aparece à tarde apanha com o fumo do cigarro do "mitra".
Café A Brasileira
Fundado no ano de 1905, este estabelecimento apenas vendia café moído, contudo em 1908 é redecorado com o estilo Renascença, sendo acrescentado ao mobiliário da casa mesas e cadeiras.
O seu fundador foi Cândido Alves, um dos sócios de A Brasileira do Porto, que resolveu abrir uma filial em Lisboa para pôr em pratica suas ideias que um dos outros sócios, Adriano Telles, não aprovava. Uma dessas ideias era distribuir gratuitamente o Jornal A Brasileira, o que acabou por se concretizar em Lisboa.
O sucesso deste botequim residia no facto do café ser puro e moído à frente do cliente para que este tivesse a certeza da sua qualidade. Não era por acaso que o slogan do estabelecimento era: “O melhor café é o da Brasileira”. Entre os seus frequentadores habituais destaca-se Fernando Pessoa. Outros dois clientes da A Brasileira eram Aquilino Ribeiro e Alfredo Pimenta, que muito frequentemente se envolviam em rixas.
Sendo dos poucos cafés históricos que sobreviveu até aos nossos dias, A Brasileira continua aberta revelando-nos a glória de outros tempos.
Estes e muitos outros cafés contam a história dos portuenses, assim como, a história de uma sociedade.
Actualmente podemos observar a existência de cyber cafés, bares temáticos e cafés de todos os tipos e em todos os locais, o café continua a adaptar-se às diferentes gerações, classes sociais e gostos culturais.
Assim em qualquer encontro social o café marca a sua presença.
5. Parte II
5.1. Capítulo 1
No decorrer de um processo de investigação, um inquérito por questionário detém especial importância. Sendo um dos processos mais usados para recolher informação de forma rápida, atinge um número significativo de inquiridos com relativa facilidade, sendo aplicado de forma simples e pouco dispendiosa. Um questionário permite ainda uma interacção indirecta e manter o anonimato.
Consideramos, assim, que o inquérito é um processo de investigação quantitativa que permite recolher informação através de um questionário estandardizado e estruturado.
5.1.1. Objectivos do estudo
O objectivo central deste estudo, consiste na análise da relação entre o consumo do café e os hábitos sociais dos portuenses.
Para atingirmos este objectivo, pensamos ser fundamental atingir os seguintes objectivos específicos:
a) - Determinar, de entre os consumidores de café, os que preferem tomar café em casa e os que preferem tomar café fora de casa e, bem assim, da razão das suas preferências.
b) - Determinar, de entre os consumidores de café, os que possuem máquina ou utensílios de preparação de café em casa, os que não possuem por não o quererem e da razão dessa opção.
c) – Determinar, de entre os consumidores de café que possuem máquinas ou utensílios de preparação de café em casa, a percentagem dos que, mesmo assim, preferem tomar café em locais comerciais e da razão da sua preferência;
d) - Estudar de que forma o círculo de conhecimentos e amizades pessoais (isto é, de relacionamentos sociais) foram influenciados pela frequência a locais com objectivo do consumo de café.
5.1.2. Metodologia
- Análise aos dados bibliográficos existentes relacionados com esta temática;
- Realização de um inquérito.
Para melhor apurarmos a informação requerida começámos por analisar os vários métodos de elaboração de inquéritos, as suas vantagens e desvantagens.
Um inquérito feito através do telefone, apesar de ter uma elevada taxa de respostas e um custo moderado, não se aplica neste caso concreto pois não permite transmitir sabores ou cheiros para apurar, por exemplo, o café preferido. Quanto à hipótese de o inquérito ser feito pelo correio, apesar dos seus baixos custos, também não nos pareceu a forma indicada pois poderia levar a grandes atrasos no nosso estudo. Verificámos também a hipótese de realizar o inquérito em casa dos inquiridos mas depressa nos apercebemos dos elevados custos da sua realização. Fazer o inquérito on-line foi uma possibilidade que nos agradou bastante pois seria rápida, teria uma boa taxa de respostas e os custos seriam também baixos. Apesar de todas as vantagens deste método, pareceu-nos que uma faixa etária mais alta e tradicionalmente consumidora de café, poderia ficar excluída do nosso estudo.
Como tal, decidimos assim optar pela realização do inquérito interceptando todos aqueles que por nós passassem em zonas e centros comerciais.
Esperando assim conseguir uma taxa de respostas na ordem dos 50%, sabemos que nos permitiu realizar o estudo rapidamente e que socialmente teve também uma boa aceitação. Desta forma, foi-nos também permitido proporcionar ao entrevistado sensações, como o cheiro e sabor, de forma a apurar também as suas preferências no consumo de café.
5.1.3. Estrutura do Questionário e as suas questões
Nos pontos seguintes estão descritos os principais objectivos e a justificação para cada conjunto de questões apresentadas no questionário.
A introdução do questionário pretende identificar-nos de forma sucinta e rápida enquanto autores do questionário, permitindo ao inquirido rapidamente decidir se responde ou não ao questionário.
- Elemento Identificativos
As primeiras perguntas apresentadas no questionário são apenas identificativas e têm como objectivo fazer uma primeira aproximação do inquirido, deixando este mais descontraído e apurar a área de residência, muito importante para o total preenchimento ou não do questionário. São perguntas curtas e fechadas, sendo por isso rápidas na resposta.
- Hábitos de consumo de café
De seguida são, apresentadas questões direccionadas aos hábitos de consumo de café, que pretendem apurar a regularidade com que o inquirido toma café. Para uma melhor análise e estandardização dos dados, estas questões são apresentadas de forma fechada ao inquirido.
- Locais privilegiados para o consumo de café
Determinar os locais onde os portuenses tomam café é um dos pontos essenciais do inquérito, por esse motivo são apresentadas várias questões fechadas que nos indicam quais os locais preferidos pelos portuenses para o consumo de café. Neste grupo de questões, é possível não só compreender os locais onde os portuenses consomem café, como também os principais motivos que os levam a optar por uma das hipóteses apresentadas.
Neste grupo de questões conseguimos apurar a influência de factores como a qualidade e o preço do café nos hábitos de consumo dos inquiridos.
- Deslocação com o intuito de consumir café
Depois de apurados os dados acima descritos, é necessário criar perguntas que nos permitam perceber a importância dos factores sociais na decisão dos locais onde se toma café.
As perguntas apresentadas neste grupo, são também fechadas, e têm como principal objectivo perceber a forma como os inquiridos se deslocam e quanto tempo levam na deslocação para o simples acto de tomar café.
- Tempo gasto no consumo de café
Encontrada as formas de deslocação e os locais onde os portuenses tomam café, importa avaliar o tempo gasto em cada um dos locais. São apresentadas questões também elas fechadas, apresentando intervalos de tempo.
- Perguntas de carácter geral
O questionário termina com perguntas de carácter geral que nos ajudam a entender quais as marcas de café preferidas pelos portuenses e também entender, por parte dos que não tomam café, se têm por hábito de se deslocar aos locais específicos de consumo de café e quais os principais motivos. Neste conjunto de questões, utilizamos perguntas fechadas e abertas.
5.1.4. Amostra
Este questionário tem como objectivo final, levar-nos a entender a influência do consumo de café nos hábitos sociais dos portuenses, por esse motivo a amostra questionada trata-se de pessoas maiores de 15 anos na área do grande Porto.
Foram realizados 102 questionários, todos preenchidos na área do grande Porto.
Abaixo indicamos os diversos locais onde foram efectuados os questionários
- Matosinhos (centro, junto à Câmara)
- Porto (Avenida da Boavista)
- Maia (centro e zona industrial)
5.2. Capítulo 2
5.2.1. Análise e tratamento dos dados obtidos
Na sequência do estudo sobre a influência dos hábitos sociais dos portuenses no consumo do café, realizamos um inquérito por meio de questionário junto de 102 pessoas e cujo modelo se encontra em anexo.
A compilação e análise estatística dos dados foram efectuadas com auxílio ao programa SPSS. Igualmente em anexo encontram-se todas as tabelas de resultados obtidos.
A distribuição dos inquiridos por sexo, idade, estado civil, ocupação e nível de escolaridade, encontra-se evidenciada nos quadros seguintes.
O inquérito foi efectuado aleatoriamente junto de 102 pessoas, de ambos os sexos, com uma faixa etária compreendida entre os 15 e os 65 anos e com diversos graus de ocupação e níveis de escolaridade.
Assim e tal como podemos observar pela análise das tabelas seguintes, os inquiridos neste estudo são, maioritariamente, homens (64,7%), com idade inferior a 35 anos (83,3%), sobretudo solteiros (78,4%), profissionalmente activos (80,3%) – entendendo-se aqui também como activos os estudantes por terem uma ocupação permanente - e com escolaridade igual ou superior ao 3º ciclo (86,3%).
- Distribuição dos Inquiridos por Sexo
|
Valid |
Feminino |
36 |
35,3 |
35,3 |
35,3 |
| Masculino |
66 |
64,7 |
64,7 |
100,0 |
|
| Total |
102 |
100,0 |
100,0 |
|
Tabela 1
–
- Distribuição dos Inquiridos por Idade
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
15-25 |
60 |
58,8 |
58,8 |
58,8 |
| 26-35 |
25 |
24,5 |
24,5 |
83,3 |
|
| 36-45 |
9 |
8,8 |
8,8 |
92,2 |
|
| 46-55 |
7 |
6,9 |
6,9 |
99,0 |
|
| 56-65 |
1 |
1,0 |
1,0 |
100,0 |
|
| Total |
102 |
100,0 |
100,0 |
|
|
Tabela2
- Distribuição dos Inquiridos por Estado Civil
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Solteiro |
80 |
78,4 |
78,4 |
78,4 |
| Casado |
14 |
13,7 |
13,7 |
92,2 |
|
| Viuvo |
4 |
3,9 |
3,9 |
96,1 |
|
| Divorciado |
4 |
3,9 |
3,9 |
100,0 |
|
| Total |
102 |
100,0 |
100,0 |
|
|
Tabela 3
-Distribuição dos Inquiridos por Tipo de Ocupação
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Estudante |
13 |
12,7 |
12,7 |
12,7 |
| Trabalhador |
69 |
67,6 |
67,6 |
80,4 |
|
| Desempregado |
5 |
4,9 |
4,9 |
85,3 |
|
| Trabalhador/Estudante |
10 |
9,8 |
9,8 |
95,1 |
|
| Outro |
5 |
4,9 |
4,9 |
100,0 |
|
| Total |
102 |
100,0 |
100,0 |
|
|
Tabela 4
- Distribuição dos Inquiridos por Nível de Escolaridade
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
1º Ciclo |
5 |
4,9 |
4,9 |
4,9 |
| 2º Ciclo |
9 |
8,8 |
8,8 |
13,7 |
|
| 3º Ciclo |
31 |
30,4 |
30,4 |
44,1 |
|
| Ens. Secundário |
28 |
27,5 |
27,5 |
71,6 |
|
| Frequencia Universitária |
17 |
16,7 |
16,7 |
88,2 |
|
| Bacharelato |
2 |
2,0 |
2,0 |
90,2 |
|
| Licenciatura |
9 |
8,8 |
8,8 |
99,0 |
|
| MBA |
1 |
1,0 |
1,0 |
100,0 |
|
| Total |
102 |
100,0 |
100,0 |
|
|
Tabela 5
Na medida em que o nosso estudo incide apenas sobre a influência dos hábitos sociais dos portuenses (aqui se incluindo os residentes na área do grande Porto) no consumo de café, o estudo foi limitado apenas aqueles que residem nesta área geográfica.
Dos 102 inquiridos, 90 residem na área geográfica do grande Porto, conforme evidenciado no gráfico seguinte.
- Repartição dos Inquiridos Residentes dentro e fora da área do grande Porto
Gráfico 2 
O estudo sobre a influência dos hábitos sociais no consumo de café restringiu-se, pois, a 90 das 102 pessoas.
No âmbito do inquérito, quisemos saber, em primeiro lugar, se os inquiridos tinham ou não hábitos de consumo de café e, em caso afirmativo, qual a regularidade e a frequência do consumo de café.
Das 90 pessoas residentes no grande Porto, 83 pessoas (92,2%) afirmaram tomar café e, destas, 73 pessoas (88%) afirmaram tomar café diariamente.
Em relação à frequência de consumo, dos 73 habituais consumidores de café, 65 pessoas (89%) afirmaram beber dois ou mais cafés por dia e 46 pessoas (63%) bebem 3 ou mais cafés por dia.
Isto mesmo se encontra evidenciado nas tabelas e no gráfico seguinte.
- Residentes no Grande Porto que Consomem Café
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Sim |
90 |
88,2 |
88,2 |
88,2 |
| Não |
12 |
11,8 |
11,8 |
100,0 |
|
| Total |
102 |
100,0 |
100,0 |
|
|
Tabela 6
- Distribuição da Regularidade no Consumo de Café entre os Consumidores no Grande Porto
Gráfico 3
- Frequência no Consumo de Café entre os Consumidores Habituais
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
1 |
8 |
7,8 |
11,0 |
11,0 |
| 2 |
19 |
18,6 |
26,0 |
37,0 |
|
| 3 |
19 |
18,6 |
26,0 |
63,0 |
|
| 4 |
20 |
19,6 |
27,4 |
90,4 |
|
| 5 ou mais |
7 |
6,9 |
9,6 |
100,0 |
|
| Total |
73 |
71,6 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
29 |
28,4 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 7
Em resumo, face aos dados obtidos na população inquirida e residente no grande porto (90 pessoas – 100%), verifica-se que 83 pessoas (92,2%) são consumidores de café, 73 pessoas (81,1%) consomem-no regularmente e 65 pessoas (72,2%) tomam dois ou mais cafés por dia.
Significa isto que a esmagadora maioria da população inquirida (72,2%) tem hábitos regulares de consumo de café, consumindo dois ou mais cafés por dia.
Em segundo lugar, neste estudo, quisemos saber quais os períodos (ou quais os momentos) em que os consumidores mais tomam café. Para tal, questionamos as pessoas no sentido de nos indicarem a frequência em que tomavam café nos períodos da manhã, meio da manhã, após almoço, a meio da tarde e após o jantar.
Apesar da questão anterior ter sido colocada às 83 pessoas residentes na área do grande Porto e consumidoras de café, algumas não responderam a algumas destas questões, pelo em alguns quadros o número total de respostas colectadas não é de 83. Porém, o número total de respostas a cada um dos períodos referenciados nunca foi inferior a 80, pelo que a análise dos dados não será desvirtuada pela ausência daquelas respostas.
Os dados recolhidos encontram-se referenciados nas tabelas seguintes.
- Toma café de manhã?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Nunca |
11 |
10,8 |
13,4 |
13,4 |
| Raramente |
6 |
5,9 |
7,3 |
20,7 |
|
| as vezes |
18 |
17,6 |
22,0 |
42,7 |
|
| muitas vezes |
14 |
13,7 |
17,1 |
59,8 |
|
| sempre |
33 |
32,4 |
40,2 |
100,0 |
|
| Total |
82 |
80,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
20 |
19,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 8
- Toma café a meio da manhã?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Nunca |
18 |
17,6 |
22,5 |
22,5 |
| Raramente |
10 |
9,8 |
12,5 |
35,0 |
|
| as vezes |
24 |
23,5 |
30,0 |
65,0 |
|
| muitas vezes |
17 |
16,7 |
21,3 |
86,3 |
|
| sempre |
11 |
10,8 |
13,8 |
100,0 |
|
| Total |
80 |
78,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
22 |
21,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 9
- Toma café após o almoço?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Nunca |
4 |
3,9 |
4,8 |
4,8 |
| Raramente |
2 |
2,0 |
2,4 |
7,2 |
|
| as vezes |
8 |
7,8 |
9,6 |
16,9 |
|
| muitas vezes |
24 |
23,5 |
28,9 |
45,8 |
|
| sempre |
45 |
44,1 |
54,2 |
100,0 |
|
| Total |
83 |
81,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
19 |
18,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 10
- Toma café a meio da tarde?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Nunca |
21 |
20,6 |
26,3 |
26,3 |
| Raramente |
16 |
15,7 |
20,0 |
46,3 |
|
| as vezes |
14 |
13,7 |
17,5 |
63,8 |
|
| muitas vezes |
18 |
17,6 |
22,5 |
86,3 |
|
| sempre |
11 |
10,8 |
13,8 |
100,0 |
|
| Total |
80 |
78,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
22 |
21,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 11
- Toma café após o jantar?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Nunca |
8 |
7,8 |
9,9 |
9,9 |
| Raramente |
6 |
5,9 |
7,4 |
17,3 |
|
| as vezes |
9 |
8,8 |
11,1 |
28,4 |
|
| muitas vezes |
25 |
24,5 |
30,9 |
59,3 |
|
| sempre |
33 |
32,4 |
40,7 |
100,0 |
|
| Total |
81 |
79,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
21 |
20,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 12
Analisando as respostas dadas pela população inquirida, conclui-se que o consumo de café é distribuído por três grandes períodos: De manhã, em que 47 pessoas (57,30%) afirmam tomar café muitas vezes ou sempre, no período após o almoço (69 pessoas – 83,1%) e no período após o jantar (58 pessoas – 71,60%).
Se atentarmos que o período após o almoço e após o jantar são os preferidos pela esmagadora maioria dos inquiridos para o consumo de café, podemos igualmente concluir que estes dados estão em sintonia com os obtidos a respeito da frequência no consumo do café (a maioria dos inquiridos consomem 2 ou mais cafés por dia).
Assim, e com base nos dados recolhidos, é possível enunciar uma primeira grande conclusão: a maioria da população portuense estudada é consumidora habitual e regular de café, consumindo maioritariamente 2 ou mais cafés por dia, preferencialmente no período da manhã, após o almoço e após o jantar.
Evidenciado que está que os portuenses inquiridos são regulares consumidores de café, procuramos saber, neste estudo e em terceiro lugar, onde é que as pessoas preferem tomar café. Em casa ou fora de casa (em Cafés, restaurantes e bares)?
Assim, questionamos os consumidores a respeito do local onde tomam café: em casa, no café, em restaurantes ou em bares. Os resultados encontram-se evidenciados nos quadros seguintes.
- Toma café em casa?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Nunca |
29 |
28,4 |
35,4 |
35,4 |
| Raramente |
15 |
14,7 |
18,3 |
53,7 |
|
| as vezes |
16 |
15,7 |
19,5 |
73,2 |
|
| muitas vezes |
10 |
9,8 |
12,2 |
85,4 |
|
| sempre |
12 |
11,8 |
14,6 |
100,0 |
|
| Total |
82 |
80,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
20 |
19,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 13
- Se toma café em casa, possui utensilios para a preparação do mesmo?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Sim |
49 |
48,0 |
92,5 |
92,5 |
| Não |
4 |
3,9 |
7,5 |
100,0 |
|
| Total |
53 |
52,0 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
49 |
48,0 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 14
- Que Utensílios usa?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Máquina expresso |
34 |
33,3 |
69,4 |
69,4 |
| Cafeteira |
13 |
12,7 |
26,5 |
95,9 |
|
| Máquina de balão |
2 |
2,0 |
4,1 |
100,0 |
|
| Total |
49 |
48,0 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
53 |
52,0 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 15
Das 82 pessoas que responderam a esta questão (do universo de 83 consumidores de café), 53 pessoas afirmaram tomar café em casa com maior ou menor regularidade (apenas 29 afirmaram nunca tomar café em casa) e destas 53 pessoas, 49 revelaram possuir utensílios para a sua preparação. Os utensílios domésticos mais utilizados são a máquina de café expresso e a cafeteira
Significa isto que mais de metade da população consumidora de café tem à sua disposição, em sua casa, utensílios modernos e de fácil manuseamento para a preparação de café.
Porém, apesar de mais de metade das pessoas inquiridas (49 pessoas) terem à sua disposição e em suas casas utensílios que permitam a preparação de café, apenas 22 pessoas afirmam consumir, muitas vezes ou sempre, café em casa. Por outro lado, quando questionados sobre se, apesar de terem máquina ou utensílios de preparação de café em casa, saem de casa para tomar café fora, 47 das 49 pessoas afirmam fazê-lo.
- Mesmo possuindo máquina para café, sai de casa para tomar café?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Sim |
47 |
46,1 |
95,9 |
95,9 |
| Não |
2 |
2,0 |
4,1 |
100,0 |
|
| Total |
49 |
48,0 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
53 |
52,0 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 16
Conclui-se, assim, que mais de metade da população estudada (53 em 82 pessoas) admite tomar café em casa (embora apenas uma minoria o faça muitas vezes ou sempre), possuindo máquinas e utensílios para a sua preparação (49 em 53 pessoas) admitindo, todavia, que apesar de ter esses utensílios à sua disposição, sai de casa para tomar café (47 em 49 pessoas).
Ou seja, os dados indicam que a esmagadora maioria das pessoas com utensílios em casa de preparação de café, sai de casa para tomar café fora.
Importa, agora, ver o que os dados revelam em relação aos locais fora de casa, indicados como mais frequentados pela população estudada.
- Toma café, no café?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Nunca |
3 |
2,9 |
3,6 |
3,6 |
| Raramente |
1 |
1,0 |
1,2 |
4,8 |
|
| as vezes |
5 |
4,9 |
6,0 |
10,8 |
|
| muitas vezes |
42 |
41,2 |
50,6 |
61,4 |
|
| sempre |
32 |
31,4 |
38,6 |
100,0 |
|
| Total |
83 |
81,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
19 |
18,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 17
- Toma café no restaurante?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Nunca |
7 |
6,9 |
8,4 |
8,4 |
| Raramente |
9 |
8,8 |
10,8 |
19,3 |
|
| as vezes |
25 |
24,5 |
30,1 |
49,4 |
|
| muitas vezes |
22 |
21,6 |
26,5 |
75,9 |
|
| sempre |
20 |
19,6 |
24,1 |
100,0 |
|
| Total |
83 |
81,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
19 |
18,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 18
- Toma café no bar?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Nunca |
17 |
16,7 |
21,8 |
21,8 |
| Raramente |
11 |
10,8 |
14,1 |
35,9 |
|
| as vezes |
30 |
29,4 |
38,5 |
74,4 |
|
| muitas vezes |
10 |
9,8 |
12,8 |
87,2 |
|
| sempre |
10 |
9,8 |
12,8 |
100,0 |
|
| Total |
78 |
76,5 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
24 |
23,5 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 19
Em relação a esta questão, os dados colectados não deixam grandes duvidas. Da população inquirida 74 pessoas (89,2%) afirmam tomar café, muitas vezes ou sempre, em Cafés, seguindo-se os restaurantes (42 pessoas - 50,6%) e por último os bares (20 pessoas - 25,6%).
Em linha com esta conclusão (os inquiridos afirmam tomar, muitas vezes ou sempre, café em cafés e restaurantes) e com a quantidade de cafés consumidos por dia (maioritariamente dois ou mais cafés) está o resultado acerca do número de vezes que os inquiridos se deslocam para tomar café: a esmagadora maioria dos inquiridos desloca-se com esse objectivo duas ou mais vezes.
- Quantas vezes se desloca para tomar café?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Uma |
13 |
12,7 |
15,9 |
15,9 |
| Duas |
41 |
40,2 |
50,0 |
65,9 |
|
| Três |
20 |
19,6 |
24,4 |
90,2 |
|
| Quatro ou mais |
8 |
7,8 |
9,8 |
100,0 |
|
| Total |
82 |
80,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
20 |
19,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 20
Em conclusão, as pessoas maioritariamente tomam café fora de casa, em Cafés e em restaurantes. Mesmo entre a população que tem ao seu dispor utensílios de preparação de café em casa, apenas uma reduzida minoria toma café em casa com maior frequência, sendo que praticamente todos os inquiridos admitem sair de casa para tomar café.
Os inquiridos, maioritariamente, tomam café fora de casa. Importa agora apurar, face aos dados do inquérito, como é que escolhem os locais onde vão tomar café e as razões que levam as pessoas a tomar café fora de casa.
Questionados sobre as escolhas dos locais onde tomam café ao ambiente do Café (57 pessoas - 69,5%), à sua localização geográfica (57 pessoas - 71,3%) e a motivos de ordem cultural (46 pessoas - 60,5%) para a escolha daqueles locais.
Para as suas escolhas não se mostraram particularmente sensíveis em razão do preço, da decoração e da qualidade do café servido naquele estabelecimento.
Os quadros seguintes reflectem os resultados obtidos relativamente às razões da escolha dos locais onde tomam café.
- Escolhe o local onde toma café pelo ambiente?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Muito pouco |
7 |
6,9 |
8,5 |
8,5 |
| Pouco |
5 |
4,9 |
6,1 |
14,6 |
|
| Médio |
13 |
12,7 |
15,9 |
30,5 |
|
| Muito |
36 |
35,3 |
43,9 |
74,4 |
|
| Bastante |
21 |
20,6 |
25,6 |
100,0 |
|
| Total |
82 |
80,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
20 |
19,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 21
- Escolhe o local onde toma café pela sua localização?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Muito pouco |
4 |
3,9 |
5,0 |
5,0 |
| Pouco |
5 |
4,9 |
6,3 |
11,3 |
|
| Médio |
14 |
13,7 |
17,5 |
28,8 |
|
| Muito |
39 |
38,2 |
48,8 |
77,5 |
|
| Bastante |
18 |
17,6 |
22,5 |
100,0 |
|
| Total |
80 |
78,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
22 |
21,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 22
- Sai de casa para tomar café por motivos culturais?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Discordo totalmente |
13 |
12,7 |
17,1 |
17,1 |
| Discordo |
7 |
6,9 |
9,2 |
26,3 |
|
| Indeciso |
10 |
9,8 |
13,2 |
39,5 |
|
| Concordo |
31 |
30,4 |
40,8 |
80,3 |
|
| Concordo totalmente |
15 |
14,7 |
19,7 |
100,0 |
|
| Total |
76 |
74,5 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
26 |
25,5 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 23
- Escolhe o local onde toma café pelo preço?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Muito pouco |
17 |
16,7 |
21,3 |
21,3 |
| Pouco |
11 |
10,8 |
13,8 |
35,0 |
|
| Médio |
25 |
24,5 |
31,3 |
66,3 |
|
| Muito |
17 |
16,7 |
21,3 |
87,5 |
|
| Bastante |
10 |
9,8 |
12,5 |
100,0 |
|
| Total |
80 |
78,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
22 |
21,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 24
- Escolhe o local onde toma café pela decoração?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Muito pouco |
13 |
12,7 |
16,5 |
16,5 |
| Pouco |
18 |
17,6 |
22,8 |
39,2 |
|
| Médio |
26 |
25,5 |
32,9 |
72,2 |
|
| Muito |
18 |
17,6 |
22,8 |
94,9 |
|
| Bastante |
4 |
3,9 |
5,1 |
100,0 |
|
| Total |
79 |
77,5 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
23 |
22,5 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 25
- Escolhe o local onde toma café pela qualidade do mesmo?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Muito pouco |
7 |
6,9 |
9,0 |
9,0 |
| Pouco |
10 |
9,8 |
12,8 |
21,8 |
|
| Médio |
25 |
24,5 |
32,1 |
53,8 |
|
| Muito |
21 |
20,6 |
26,9 |
80,8 |
|
| Bastante |
15 |
14,7 |
19,2 |
100,0 |
|
| Total |
78 |
76,5 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
24 |
23,5 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 26
Vejamos agora as razões que levam os inquiridos a tomar café fora de casa, mesmo possuindo utensílios e máquinas de preparação de café em casa.
Uma dessas razões prende-se com a qualidade do café servido fora de casa. Na verdade, 41 (53,9%) das 76 pessoas inquiridas e que responderam a esta questão afirmaram que saem de casa para tomar café pela qualidade do mesmo, como se constata pela análise do quadro seguinte.
- Sai de casa para tomar café, pela qualidade?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Muito pouco |
7 |
6,9 |
9,0 |
9,0 |
| Pouco |
10 |
9,8 |
12,8 |
21,8 |
|
| Médio |
25 |
24,5 |
32,1 |
53,8 |
|
| Muito |
21 |
20,6 |
26,9 |
80,8 |
|
| Bastante |
15 |
14,7 |
19,2 |
100,0 |
|
| Total |
78 |
76,5 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
24 |
23,5 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 27
Esta afirmação não é contraditória com a efectuada anteriormente quando dissemos que os consumidores não se mostraram particularmente sensíveis à escolha do local onde tomam café em razão da qualidade do mesmo. É que, para a maioria dos consumidores de café, a qualidade do café feito em casa é inferior à do café feito fora de casa. Por esta razão, os consumidores saem de casa para tomar café pois, na opinião da maioria dos inquiridos, o café servido nos Cafés tem melhor qualidade que o café feito em casa. Porém, a qualidade do café servido neste ou naquele estabelecimento não parece ser, para a maioria dos inquiridos, factor relevante na escolha do estabelecimento onde vai tomar café.
Outra das razões, pelas quais as pessoas vão ao café, é o convívio com terceiros. Os dados colectados permitem perceber que os Cafés são mais do que simples locais de consumo: são locais de convívio social e cultural.
Quando questionados sobre se costumam encontrar-se com amigos ou colegas no café, 73 pessoas (88%) dos inquiridos respondem afirmativamente. Por outro lado, 73 pessoas (92,4%) afirmam sair de casa para tomar café com amigos
- Costuma encontrar-se com amigos ou colegas no café?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Sim |
73 |
71,6 |
88,0 |
88,0 |
| Não |
10 |
9,8 |
12,0 |
100,0 |
|
| Total |
83 |
81,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
19 |
18,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 28
- Sai de casa para tomar café com amigos?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Discordo totalmente |
3 |
2,9 |
3,8 |
3,8 |
| Discordo |
3 |
2,9 |
3,8 |
7,6 |
|
| Concordo |
28 |
27,5 |
35,4 |
43,0 |
|
| Concordo totalmente |
45 |
44,1 |
57,0 |
100,0 |
|
| Total |
79 |
77,5 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
23 |
22,5 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 29
Estes dados permitem deduzir que a ida ao café tem uma enorme componente social e cultural. De notar que um dos factores indicados como importantes na escolha do Café se prende com motivos de ordem cultural, em razão do convívio social que motivam os inquiridos.
Por outro lado, ainda que mais de metade da população inquirida possua utensílios para preparação de café em casa (49 em 83 pessoas), verifica-se a esmagadora maioria das pessoas preferem tomar café fora de casa. Se atentarmos ao facto de que 88% das pessoas se encontra com amigos no café e que 92,4% dos inquiridos saem de casa de propósito para tomar café com os amigos, então conclui-se que os cafés são verdadeiros locais sociais e o hábito de tomar café é igualmente um hábito social.
Outro dos indicadores de como os cafés são locais de convívio prende-se com o tempo que em média se gasta a tomar café fora de casa.
Verifica-se que é após o jantar que mais tempo se gasta a tomar café fora de casa. 58,1% dos inquiridos referem demorar mais de 30 minutos a tomar café após o jantar.
Os períodos de tempo durante o dia, quer em restaurantes, quer em café são bastante mais reduzidos ficando a esmagadora maioria dos inquiridos até no máximo 30 minutos.
Quando em casa, após o jantar, a maioria dos inquiridos refere não demorar mais que 15 minutos a tomar café. Comparando este dado com o tempo que demoram após o jantar a tomar café fora de casa – a maioria das pessoas demora mais de 30 minutos – e tendo presente a estatística relativa à ida a cafés com fins sociais, verifica-se que os Cafés são locais de convívio social.
- Se toma café após o jantar, fora de casa, quanto tempo gasta em média?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
5 a 10 min. |
13 |
12,7 |
17,6 |
17,6 |
| 10 a 15 min. |
7 |
6,9 |
9,5 |
27,0 |
|
| 15 a 30 min. |
11 |
10,8 |
14,9 |
41,9 |
|
| 30 a 1 hora |
22 |
21,6 |
29,7 |
71,6 |
|
| 1 hora ou mais |
21 |
20,6 |
28,4 |
100,0 |
|
| Total |
74 |
72,5 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
28 |
27,5 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 30
- Se toma café durante o dia em cafés, quanto tempo gasta em média?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
5 a 10 min. |
18 |
17,6 |
22,5 |
22,5 |
| 10 a 15 min. |
23 |
22,5 |
28,8 |
51,3 |
|
| 15 a 30 min. |
25 |
24,5 |
31,3 |
82,5 |
|
| 30 a 1 hora |
11 |
10,8 |
13,8 |
96,3 |
|
| 1 hora ou mais |
3 |
2,9 |
3,8 |
100,0 |
|
| Total |
80 |
78,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
22 |
21,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 31
- Se toma café durante o dia em restaurantes, quanto tempo gasta em média só para tomar café?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
5 a 10 min. |
50 |
49,0 |
65,8 |
65,8 |
| 10 a 15 min. |
9 |
8,8 |
11,8 |
77,6 |
|
| 15 a 30 min. |
12 |
11,8 |
15,8 |
93,4 |
|
| 30 a 1 hora |
4 |
3,9 |
5,3 |
98,7 |
|
| 1 hora ou mais |
1 |
1,0 |
1,3 |
100,0 |
|
| Total |
76 |
74,5 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
26 |
25,5 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 32
- Se toma café após o jantar em casa, quanto tempo gasta em média?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
5 a 10 min. |
38 |
37,3 |
65,5 |
65,5 |
| 10 a 15 min. |
11 |
10,8 |
19,0 |
84,5 |
|
| 15 a 30 min. |
5 |
4,9 |
8,6 |
93,1 |
|
| 30 a 1 hora |
2 |
2,0 |
3,4 |
96,6 |
|
| 1 hora ou mais |
2 |
2,0 |
3,4 |
100,0 |
|
| Total |
58 |
56,9 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
44 |
43,1 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 33
Por último, das 7 pessoas que declararam não tomar café, 6 pessoas afirmaram deslocar-se a cafés por razões de ordem social, tais como por exemplo o convívio com os amigos, permitindo uma vez mais concluir que mesmo em relação aos não consumidores habituais de café, os Cafés são locais de convívio social.
- Não tomando café desloca-se aos espaços criados especialmente para o seu consumo por outro motivo?
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Sim |
6 |
5,9 |
85,7 |
85,7 |
| Não |
1 |
1,0 |
14,3 |
100,0 |
|
| Total |
7 |
6,9 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
95 |
93,1 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 34
- Se respondeu afirmativamente à questão anterior por favor descreva as suas razões…
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Sociais/Culturais |
6 |
5,9 |
100,0 |
100,0 |
|
Missing |
System |
96 |
94,1 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 35
|
|
Cases |
||||||
|
|
Valid |
Missing |
Total |
||||
|
|
N |
Percent |
N |
Percent |
N |
Percent |
|
|
Não tomando café desloca-se aos espaços criados especialmente para o seu consumo por outro motivo? * Se respondeu afirmativamente à questão anterior por favor descreva as suas razões… |
6 |
5,9% |
96 |
94,1% |
102 |
100,0% |
|
Não tomando café desloca-se aos espaços criados especialmente para o seu consumo por outro motivo? * Se respondeu afirmativamente à questão anterior por favor descreva as suas razões…
|
|
Se respondeu afirmativamente à questão anterior por favor descreva as suas razões… |
Total |
|
|
|
Sociais/Culturais |
|
|
|
Não tomando café desloca-se aos espaços criados especialmente para o seu consumo por outro motivo? |
Sim |
6 |
6 |
|
Total |
6 |
6 |
|
Um dos resultados que poderá ser estranho à conclusão de que os cafés são verdadeiros locais de convívio social é o que se prende com a questão formulada aos inquiridos de que forma estes se relacionavam com os outros frequentadores do mesmo espaço. 75,9% dos inquiridos admitiu não criar laços de amizade. Porém entendemos que esta resposta apenas poderá levar a concluir que as relações de convívio social que ocorrem nos cafés não são maioritariamente aí criadas. Tudo leva a crer que as pessoas convivam nos cafés com um grupo pré-existente de amigos, não estando muito predispostas a criar aí novas amizades.
- De que forma se relaciona com os outros frequentadores do mesmo espaço
|
|
Frequency |
Percent |
Valid Percent |
Cumulative Percent |
|
|
Valid |
Não se relaciona |
9 |
8,8 |
10,8 |
10,8 |
|
Convive |
36 |
35,3 |
43,4 |
54,2 |
|
|
Relaciona-se Pouco |
18 |
17,6 |
21,7 |
75,9 |
|
|
Cria laços de amizade. |
20 |
19,6 |
24,1 |
100,0 |
|
|
Total |
83 |
81,4 |
100,0 |
|
|
|
Missing |
System |
19 |
18,6 |
|
|
|
Total |
102 |
100,0 |
|
|
|
Tabela 36
Quanto à preferência dos consumidores por marca de café, verifica-se que a marca favorita é a Delta (32,5%), sendo, porém, o gosto dos consumidores muito heterogéneo. Aliás, esta conclusão já poderia ser indiciada quando se constatou uma certa indiferença à qualidade do café (e consequentemente da marca) na escolha do estabelecimento.
- Qual a sua marca favorita de café?
Gráfico 4
Assim, e com base nos dados recolhidos, é possível concluir o seguinte:
A maioria da população portuense estudada é consumidora habitual e regular de café, consumindo maioritariamente 2 ou mais cafés por dia, preferencialmente no período da manhã, após o almoço e após o jantar. Maioritariamente, o café é consumido fora de casa, em Cafés e em restaurantes, mesmo pela população que tem ao seu dispor utensílios de preparação de café em casa. Os inquiridos escolhem os estabelecimentos onde tomam café em razão do ambiente, localização geográfica e motivos de ordem cultural, não sendo nessa escolha particularmente sensíveis em razão do preço, da decoração e da qualidade do café.
A esmagadora maioria dos inquiridos toma café fora de casa por causa da qualidade do café e por motivos de ordem social e cultural (estar com amigos e conviver), sendo que a maioria dos inquiridos (92,4%) saem de casa de propósito para tomar café com os amigos. O período de convívio mais longo é à noite, depois do jantar.
Em função de tudo o que referimos anteriormente, é lícito afirmar que, na população estudada, que o consumo de café é influenciado pelos hábitos sociais dos portuenses.
6. Principais Conclusões
Após a realização dos inquéritos, o consumo do café nos hábitos sociais dos portuenses, perante uma amostra de 90 indivíduos, no universo do grande Porto, podemos concluir que:
É na faixa etária entre os 15 e os 25 anos onde se encontra o maior número de consumidores de café, podemos verificar que são os solteiros os que mais consomem, sendo estes na sua maioria trabalhadores com alguma formação académica (3º ciclo).
Estes indivíduos tomam café frequentemente, sendo na sua maioria 4 diários, principalmente de manhã, após o almoço e o jantar.
Concluímos também que ter utensílios de café em casa não significa que os consumidores do mesmo não saiam de casa para tomar café antes pelo contrario (faze-lo faz parte dos hábitos sociais dos portugueses) Os inquiridos escolhem o local onde tomam café baseando-se essencialmente na localização e no ambiente, não dando muita importância ao preço, tendo a decoração algum valor.
Depois de analisar as várias respostas ao questionário, concluímos também que os consumidores de café saem de casa para tomar café não só pelo consumo do mesmo mas também pelo convívio com os amigos. Muitos destes consumidores convive com os outros frequentadores do mesmo espaço, alguns deles criam mesmo laços de amizade.
Com o passar do tempo os cafés passaram de sítios onde eram frequentados apenas por, pessoas da alta sociedades e intelectuais, para serem espaços onde todos se encontram por variadíssimas razões e por pessoas de todos os estratos sociais.
Chegamos à conclusão após deste estudo que o consumo do café é cada vez mais uma “desculpa” para podermos estar com os amigos, fazermos uma pausa ou simplesmente para descontrair.
Bibliografia
CARMO, Hermano, FERREIRA, Manuela Malheiro (1998) Metodologia da investigação: Guia para auto-aprendizagem, Universidade Aberta. HILL, Alexandre (2003) 4ª edição revista e aumentada
SPSS Guia Prático de Utilização, Análise de Dados para Ciências Sociais e Psicologia, Lisboa, Edições Sílabo
Artigos;
Diário de Noticias, secção de negócios, de 24/10/2005
Netgrafia
www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Porto.VR/vilas.cidades/Porto/a7_rsabandeiraDIA.html

